quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Antiteses


Para cada  pequena lágrima, um sorriso imenso.
Para cada feiura, uma beleza incontida.
Para cada dor, um amor e para cada amor, uma certeza que é eterno ao menos enquanto durar.
Para cada botão, uma flor e para cada pétala que dela cair, outro botão que surge.

Para cada contrariedade, uma sabedoria, para cada problema, uma resolução.
Para cada instante, uma eternidade, para cada eternidade uma parceria pois ser eterno só, não é delicia, é dor.
Para cada pingo de chuva, um raio de Sol, e para cada Sol, um sistema planetário completo.
Para cada beco, uma saída. para cada saída uma felicidade escondida por de trás.

Para cada suplício, um alívio. Que este alívio  traga a paz que dure até a próxima sevícia. porque sempre haverá a próxima.
Para cada dia que se vai, um novo que surge. Para cada ressurgimento, uma nova oportunidade.
Para cada perda, um achado, e que se ache sempre algo melhor.
Para cada pergunta, uma resposta. Para cada nova resposta que derive outra indagação. E que seja sempre assim. Que não haja satisfação com respostas curtas e definitivas.

Para cada tormenta, uma calmaria. E que ela, a calmaria, seja muito mais longa que a tormenta que se foi.
Para cada aflição, um lenitivo, para cada medo a coragem que se faz necessária para enfrenta-lo.
Para cada sensação de vazio, um rápido preenchimento. E que sentir-se preenchido, pleno, seja rotina.
Para cada silêncio, muito barulho em troca e quando o barulho for insuportável, que o silêncio volte e reine pleno.

Para cada desilusão, novas ilusões muitas delas e que elas sejam tornadas em realidades lindas e floridas.
Para cada queda, um rápido levantar-se e ao se levantar, que se corra cada vez mais rápido.
Para tudo que é ruim, tudo de bom o dobro de vezes.
Para o desamor, mais amor, por favor. E CADA VEZ MAIS AMOR.

E para cada medíocre que se acha escritor como eu, que nasçam apenas hoje mais 100 futuros gênios literários.

É isso.

Ouvindo: POG
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