segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Pleno de Orgulho (Um Post Sobre Ser Corretor)



Algumas coisas relativas a minha profissão me enchem de orgulho. Claro que algumas também me fazem corar de vergonha. Prefiro evidentemente não falar nelas, afinal quem gosta de admitir seus erros ainda mais em público?

Fato é que quem me conhece sabe que tenho uma incorporadora que levo no peito acima de todas as outras. Como um arbitro de futebol não pode revelar o time do coração, não é de bom tom para mim revelar também qual incorporadora me da prazer em vender muito mais que as outras até porque sou um profissional (e dos bons) e vendo o  que for necessário vender da empresa que for pois preciso sobreviver.

Mas a coisa de 1 ano e meio atrás fui proibido de fazer os plantões desta incorporadora. Por culpa minha, diga-se de passagem,  por puro mal comportamento. (Se eu fosse presidiário um  dia sair por bom comportamento estava fora de questão) e tive que me conformar em não mais vender seus produtos.

O tempo passa, o mundo gira, a Lusitana roda e o maior evento de vendas de imóveis e região protagonizado por esta incorporadora aconteceu no último fim de semana. Não sou mais corretor, ou melhor, sou corretor mas estou gestor de vendas, ajudo os outros corretores a vender, na verdade quando eles me chamam, eu com meu jeito nem deixo mais os pobres falarem, tomo a venda pra mim faço e entrego pra eles,  mas enfim, o foco do post é que para minha total surpresa, fui convocado para trabalhar neste evento como gestor. Na verdade ventilou-se a ideia e eu fiquei pedindo na cara dura para meu direto, pedindo mesmo, pois queria demais trabalhar lá.

Pedido atendido, nem dormi direito na noite que antecedeu a abertura de vendas. De verdade, rolei na cama, louco para chegar a Sexta. Louco. E ela chegou. e a loja no Shopping Tamboré estava lotada de clientes, mas garanto, garanto com plena convicção que ninguém queria vender mais do que eu. Era questão de honra. Queria vender, mostrar que vendi e que a venda fosse superlativa. E assim aconteceu. Vendi e foi uma venda grande, vistosa. 

Quando fui chamado a mesa pelo corretor para auxilia-lo, tomei a venda para mim, tomei como uma tarefa da qual eu não podia falhar e não falhei. Verdade que minha ansiedade quase arruinou tudo, por um detalhe, mas me reinventei e resolvi. Estou orgulho, pleno, feliz, me vejo de uma forma que não me via a tempos, afinal vender me é natural, mas algumas vendas e as circunstâncias que as rodeiam  fazem com que as mesmas sejam diferentes e neste fim de semana fim uma assim,

Vender um imóvel de 1.175.000,00 dinheiros não é tarefa simples e estando longe do produto a um ano e meio fica ainda mais difícil. Mas quando cheguei no stand, foi como se subisse em uma bicicleta e fosse andando. Natural. Estou feliz, estou nas nuvens e não preciso que ninguém em especifico reconheça isso, eu sei bem o que eu fiz.

Agradeço a Deus que mesmo sabendo quem eu sou me permite ter episódios assim em minha vida. Episódios que me permitem dizer, ao menos as vezes, que a vida é bela!

É isso.

Ouvindo: Maria Calas
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