sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

minha mãe é uma peça 2. poucos filmes ousaram ser tão mercenários e imbecis



se no primeiro "minha mãe é uma peça" era possível rir de forma genuína com as desventuras de uma família formada por uma mãe controladora e seus filhos pois havia um roteiro que mesmo sendo um fiapo de história apenas para suportar as piadas, servia para dar um  suporte crível para que não parecesse apenas um esquete de mais de 1:30.

o segundo filme ao qual fui tolamente assistir na esperança que seria respeito como espectador e me seria entregue uma história bacaninha, uma evolução da primeira e ao final eu sairia satisfeito  do cinema mostrou-se  apenas uma película mercenária, com atuações frouxas, que causam no máximo um sorriso amarelo e algumas risadas forçadas. no meu caso, como paguei pelo ingresso o valor integral, sem direito a meia entrada, me agarrei a qualquer bobagem que pudesse parecer com uma piada e dei minhas risadas. mas sinceramente, o filme é um caça niqueis da pior espécie.

como aguentar um filme inteiro esticando o mesmo chiclete do filme anterior? sem uma variação, sem uma tentativa de ir além, de se reinventar, entregar algo novo ao público? apostando na formula antiga para fazer dinheiro novo? tudo soa falso, as atuações, direção de arte, fotografia (bom fotografia de filme brasileiro tirante raríssimos exemplo é de doer de ruim), texto, alias, que texto? transformar o filho gay em bi? a filha folgada em atriz? situar o programa da mãe deles em algum ponto imaginário dos anos 60 dado ao figurino e cenários? isso  não pode ser sério...

me irrito demais quando vou ao cinema cheio de expectativas que eu bestamente criei e encontro apenas um amontoado de obviedades e bobagens de gritar de ruim. claro que a malta presente ao cinema ria as pampas, afinal, o brasileiro médio vai ao cinema por conta do ator que esta na moda ou do filme que todos falam que é bom mesmo sendo uma porcaria. se o filme vai ser bacana ou não é o de menos, se o ator não tem a minima noção do que seja atuar pouco importa também, desde que se tenha assunto para falar com o colega de trabalho no dia seguinte, esta tudo certo.

deplorável sob todos os aspectos, "minha mãe é uma peça 2" é daqueles filmes para se esquecer. após publicar este post, certamente nem me lembrarei mais do que se trata essa perfídia disfarçada de filme.

é isso

ouvindo: oficina g3

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