sábado, 7 de julho de 2018

Obrigado, Tite. Obrigado, Jogadores.



A seleção Brasileira não esta mais na Copa do Mudo da Rússia. Perdeu para uma seleção que claramente jogou melhor que mereceu vencer que estava em uma noite inspirada. E dai? A vida segue, não?  Ainda somos um país de imensas mazelas sociais que nem a conquista de uma Copa do Mundo iria resolver. A frase da copa para mim alias veio do técnico do Uruguai, Óscar Tabárez: "Do que adianta ganhar a Copa do Mundo da Rússia se as crianças de meu país não sabem onde fica a Rússia?"

Claro que não vou aqui ficar com um papo chato de como a Copa é alienante a tals, porque eu mesmo então terei que me declarar alienado, já que torci como louco pela seleção. Acho o discurso de futebol como instrumento de alienação datado e não mais cabível em uma sociedade em constante evolução. Quero falar sobre a nossa seleção e de como para mim ela perdeu de forma a nos orgulharmos dela, sem passar vergonha, sem falta de brio. Perdeu porque o outro time foi melhor e isso é da vida e do futebol, um time sempre será melhor que o outro ainda que seja apenas por um jogo.

Quero sim agradecer ao Sr Adenor porque fez suas escolhas e as bancou. Não se acovardou, não cedeu a apelos de pessoas que entendem muito, muito menos, quase nada de futebol quando comparadas com ele. Pessoas que agora se acham no direito de ressaltar apenas a derrota e se esquecem fácil da campanha impecável nas eliminatórias. Pessoas que parecem achar que para ele tanto fazia ganhar ou perder e que diminuem a sua competência para um nível quase 0.

Eu não aceito isso. Tite é um técnico brilhante que fez o melhor que pode e infelizmente falta a nós brasileiros a esportividade e principalmente a elegância de entender que a derrota é tão parte integrante do jogo como a vitória e que cabe aos que perdem a grandeza de aplaudir aos vencedores. Tite falhou sim ao insistir com alguns jogadores, ok  mas apenas um pode ser técnico e ele aceitou essa tremenda responsabilidade e toda a pressão que a acompanha porque apostou em seu triunfo. Ele não ocorreu. A vida segue. Com seus erros e acertos, obrigado, Tite.

Quanto aos jogadores, qual a dúvida de que eles mais que ninguém ansiavam a glória de ser campeão? Se perderam, perderam lutando de forma alguma foram apáticos, covardes, coniventes com a derrota. Será que realmente alguém dúvida disso? Se alguns  mereciam ou não vestir a camisa da seleção é uma discussão interminável. Porém, quem renunciaria ao orgulho de entrar em campo em um jogo de copa do mundo?  E uma vez inserido neste jogo, quem não daria o melhor de si dentro de suas limitações?

Fácil agora é criticar a Tite e os jogadores, fácil descontar frustrações em cima de uma derrota da seleção. Difícil é ter serenidade para aceitar que perdemos para um time mais capaz e isso não é vergonha. Não existe a obrigação que querem imputar a um grupo de 11 jogadores e seus reservas de ganhar sempre e de goleada. Vamos respeitar o momento deles e de suas famílias, suas tristezas, suas dores. A glória lhes fugiu e não se trata de uma glória qualquer. Pior que os comentários de quem não entende absolutamente nada de futebol é ver esta glória lhes fugir de forma irreversível.

Quanto a porta da voz da CBF, a Rede Globo, uma cobertura chapa branca como sempre, deplorável como nunca. Galvão Bueno não vê o quanto é patética a sua postura e nem verá. A chusma de puxa sacos a lhe rodear serve de escudo e lhe impede de ver sua pequenez ao queimar jogadores de forma gratuita no ar.

Enfim, perdemos a chance de ganhar mais um título, mas afinal de contas, a vida é assim.

É isso.

Ouvindo: Os Arrais
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