sábado, 13 de agosto de 2016

Amanhã é dia dos pais. Alguém viu o meu por ai?


A cada ano eu me convenço mais que ficar gritando que os dias dos pais é algo apenas comercial, feito pra aquecer as vendas e fazer a alegria de associações comerciais é inútil para mim. Tenho 43 anos e sei que nunca, nunca vou me recompor da terrível tragédia de não ter um pai por perto. é impressionante como isso faz falta para mim.

Não ter a aprovação de quem me gerou as vezes me leva as rais da loucura. Vou me perguntar a´te o fim da vida se meu pai gostaria de mim. Ninguém gosta, é bem verdade, mas será que ele gostaria? Será que meu pai teria a grandeza de me enxergar como ninguém mais enxerga? Será que ele me entenderia, me daria um abraço quando as coisas estivessem feias para o meu lado?

Ainda que nada disso acontecesse e ele fosse todo censura, ainda sim, seria meu pai me censurando, o que seria completamente diferente de ser censurado por pessoas que nem meu bem querem verdadeiramente. Não ter pai é uma desgraça irreparável em minha vida. Nada vai mudar isso, não importa o quanto eu tente me convencer que isso é bobagem, que sou um homem maduro que não preciso de alguém que não me quis desde o início de minha vida. Bom, eu preciso. Mas não terei. Isso é para mim é o horror, o horror!

Cada pensamento, cada respiração, cada abrir e fechar de olhos, cada movimento seja voluntário, seja involuntário de meu corpo acabam redundando na mesma pergunta: Por que meu pai não me quis? Por que não gostou de mim? é por este motivo que mais ninguém gosta? Será que tenho um selo de procedência na testa invisível para mim mas visível para todos os demais? Nasci malhado? Vai saber?

Todo dia dos pais para mim sempre é o pior dia do ano. Todo. Se amanhã eu por ventura vender todas as coberturas do prédio que estou comercializando para mim não haverá alegria nisso. Se eu pudesse, dormiria hoje a noite e só acordaria na Segunda Feira. Não consigo entender as pessoas que tem pai e não se dão bem com ele, não sentem afeição, amor, pela figura paterna. Ok, existem certos tipos de pai que não merecem mesmo amor, mas são, eu sei a minoria.

Desde de ontem me sinto amuado, chateado mesmo. Vai passar, porque não posso me permitir ser triste. Mas a ausência paterna, machuca, magoa, acaba comigo. Tudo bem, não sou lá grande coisa, não sou coisa nenhuma na verdade, mas é doido e ao menos a dor, eu tenho direito de sentir.

A vida não é justa em muitos momentos. Sinto que comigo ela não é justa por mais vezes que o aceitável. Mas e dai? Ela segue  né? E sempre vai seguir.

É isso.

Ouvindo: Christina Perri
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