O Eterno Vice-Campeão de Mim Mesmo
Lembro-me de uma história engraçada — ou trágica, dependendo de quem vê e interpreta. Eu era corretor na Lopes, a maior imobiliária da América Latina. Fui corretor por pouco tempo, pois minha consistência em vendas sempre me levava à coordenação de algum produto. Mas houve um mês em especial que me marcou. Tínhamos uma festa trimestral para que os corretores melhores ranqueados subissem ao pódio e recebessem troféus e medalhas. Foi impressionante: no mês em que vendi mais do que o triplo do terceiro colocado — e mais do que o triplo dos primeiros colocados dos outros dois meses do trimestre —, um outro corretor resolveu vender 100 mil a mais do que eu. Aquilo já era um absurdo de produção, mas me deixou com o troféu de segundo lugar. Ele nunca mais recebeu uma medalha, um troféu ou qualquer coisa que mostrasse competência e consistência. Foi só aquele mês. O suficiente para tirar de mim o primeiro lugar na maior imobiliária do país. Eu sempre fui o segundo. Em tudo o que vivi, fui o se...