Sem Etiquetas Para o Fim

 Pra quando eu morrer, não vejo necessidade de um velório extenso e nem que alguma pessoa se candidate a dizer "algumas palavras". Não existe nada muito abonadoor a se dizer a meu respeito e também não quero que ninguém resolva falar mal de mim no meu velório, nos derradeiros momentos em que meu corpo estiver sobre a superfície da Terra.

Não vai ser preciso de forma alguma que se chore não vejo o  porque de lamentar o que na verdade será um alívio para muita gente no caso a privação de minha presença muitas vezes inconveniente. No meu momento final, basta o silêncio ainda que onstrangedor dos que se dispurem a rodear o meu caixão enqunto eu inerte e sem saber de mais nada aguardo o meu sepultamento.

Falando em sepultamento, se possível, coloquem uma camisa do Santos e uma bermuda e ta ótimo. Não gostaria de ser enterrado como se estivesse esperando um cliente no plantão de vendas. Ir embora deste mundo de forma informal será a melhor coisa para quem em vida nunca foi dado a formalidades e etiquetas.

Não quero, embora tenha a clareza de saber que não terei querer após a morte, que se fique contando histórias a meu respeito, relembrando fatos supostamente engraçados ou tristesque alguém viveu comigo e se acha no direito de partilhar. Velório bom, é velório silencioso. Até porque essas histórias sempre descambam par ao riso fácil que supostamente quebra o gelo. Nao quebra, antes é constrangedor.

Na verdade se não houvesse velório seria ainda melhor. Morreu, enterra e tudo bem, eu me sentiria muito melhor se assim fosse. Mas existem todos esses ritos que prende as pessoas aos seus entes que se foram. O velório, o luto póstumo que pode por anos perdurar, o choro e sobretudo a nossa sensação de impotencia ante a finitude do ser. Nós temos um razo de validade que de um para outro varia, mas todos temos.

Pra quando eu morrer, no final das contas, basta que eu continue  vivo na memória de quem me ama.~

É isso.

Ouvindo:Pato Fu, Canção Pra Você Viver Mais



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