Tão certo como o ar que eu respiro esta bolha que infla cada ve mais chamada de I.A vai estourar. Estourar, não. A bem da verdade, dado ao tamanho e a proporção que ela tem tomado na vida da pessoas, vai explodir e será uma explosão de imensa magnitude. A bolha imobiliaria retratada em A Grande Aposta (The Big Short), filme em que o Oscar esnobou a brilhante atuação de Steve Carrel como Mark Baum não será nada comparada ao estouro causado pelas "big techs" que fazem chamadas de capital cada vez mais altas com valuations cada vez mais altos, exorbitantes, absurdos para empresas que jamais deram (e nem darão lucros) e vai levar milhares, milhões a bancarrota gerando um efeito dominó por toda a economia dita real.
A lógica economica que vem sendo desafiada de maneira consistente por anos a fio que diz que empresas precisam dar lucros para soreviver e seguir em frente crescendo vai cobrar o seu preço e será muito interessante ver pessoas que conversam com seus celulares ou outros dispositivos eletronicos como se fossem seres humanos reais pasmados ao verem que de um hora para a outra tudo isso vai ser reduzido senão a pó, ao que realmente são: Dispositivos que podem sim ajudar a tornar mais fácil a vida cotidiana mas nada além disso.
Vejo com tristeza o risco de de ganhos reais nas áreas da medicina, automação industrial e tantas outras áreas correrem o risco de serem perdidos ou deixarem de avançar por conta da ganancia de poucos que dominam o processo hoje em dia. No afã de maximizarem lucros de forma irreal apenas para si, vendem uma ideia absurda de que a I.A será a substituta de terapueutas, médicos, engenheiros e tantos outros profisisonais, sem falar nas artes, onde livros ruins e músicas ainda piores são produzidos aos milhares hoje em dia ao ponto de a própria Amazon limitar o número de publicações diárias (sim diarias) que um autor pode postar por ficar claro que trata-se de I.A e o Spotfy ir pelo mesmo caminho em relação a músicas, uma vez que é impossível criar tantos livros, músicas, quadros ou qualquer outra produção artística de forma tão rápida efusiva.
As pessoas hoje conversam com suas I.A como se elas existissem de fato como outra pessoa e pudessem ser seus terapeutas, médicos, conselheiros. Não podem. Quando a pergunta correta é feita a resposta quase sempre é a mais errada possível. Como confiar em um dispositivo em que basta saber pergutar com acurácia para que a resposta seja imbecil ou inútil? Como acreditar que o que nem é inteligente e muito menos artificial e que de novo, deveria nos auxiliar vai ganhar tanto protagonismo a ponto de inutilizar o trabalho real de tantos e tantos profissionais?
O que não percebemos é que a I.A criará retrocesso criativo e produtivo pois quando deixamos de pensar e forçar a nossa mente a tomar as nossas próprias decisões e terceirizamos esse processo a um dispositivo qualquer, no momento em que precisamos voltar a pensar de forma rápida e lógica sem a muleta da IA, isso será demorado e talvez leve anos para retomarmos os níveis atuais de criatividade e produtividade humanos.
Enquanto isso poucos lucram com esse hype, esse frenesi desmedido a custa do trabalho praticamente escravo de milhões nos rincões do mundo que "treinam" seus dispositivos em troca de tostões. Nos locais ditos "civilizados e desenvolvidos" essa realidade pouco importa desde que a I.A continue criando a ilusão de que esta servindo aos propósitos cada vez mais esquisitos de quem as utiliza.
Enfim, nada, nada mesmo substitui e nem substituirá o pensamento e criatividade humana. A I.A nada mais é do que um dispositivo que poderia ser útil se bem utilizado assim como tantos outros e como tantos outros vai criar involução prometendo uma revolução que jamais acontecerá.
É isso.
Ouvindo: Nirvana
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