Estio
Sou o Padre Mckenzie de Eleanor Rigby música para mim top 3 do Beatles, como ele, escrevo um sermão que ninguém ouvirá. Ecrevo apenas pelo hábito tosco de me despedaçar em público, de me rasgar sem me remendar só pra ver em quantas tiras posso me desfazer.
Eu, que ja gostei demais de viver, que ja desejei ser imortal, invencível, indestrutível mesmo, hoje já não ligo se a morte chegar. Em menos de 2 meses estive na mira de revolveres empunhados por malucos que poderiam ter atirado e acabado com minha existência mas me pouparam a vida e me deixaram apenas com a humilhação do roubo.
A Diabétes esta lentamente acabando com minha saúde. Impotência, visão turva, falta de energia, sono excessivo e um paladar totalmente comprometido fazem de mim uma pessoa que não tem muito o que comemorar a cada nova manhã em que me perebo vivo. Existe uma triateza surda porém real dentro de mim e ela a cada dia aumenta.
Se vendo, não me alegro, se não vendo, me é indiferente, se o Santos ganha, bom para o Santos, se perde, pouco me importa. A vida que me tomava e me movia, hoje me enfada. Ouço menos música do que a ouvia em tempos passados. Se eu precisar dizero que me agrada hoje em dia, é apenas e tão somente andar pelo bairro de Higienópolis e os motivos nem são os mais nobres, mas sempre que posso vou caminhar por lá e em reve escreverei o motivo em um outro post.
Viver apenas porque se está respirando é muito pouco. Viver porque não se esta morto é sem sentido. Sou uma pessoa definitivamente triste e não, não é depressão ou coisa parecida é apenas uma tristeza que me toma e me invade e não me deixa em paz por dias a fio. Ai as vezes algo acontee e elea se vai, mas fica ali, a espreita e logo volta.
Dormir é um refúgio seguro mas até isso eu tenho feito cada vez menos e me pego no meio da madrugada acordando e pensando em como a vida é apenas um sopro que logo pode parar de vez e virar não calmaria ou memos brisa e sim, estio. Nunca fui de estio, sempre fui tempestade. O que eu faço com um estio em minha vida? Para mim ele se assemelha a morte e tenho me sntido cada vez mais atraído pelo tema.
Morrer não deve ser de todo ruim. Talvez seja como caminhar em um "mar de espelho" quando ele não tem ventos e não forma ondas. Caminhar sobre o mar é claramente impossível, mas talvez ao morrer coisas impossíveis aconteçam, vai saber. Eu só sei que viver de forma sem graça não é bacana e por mais rasa que esta frase seja, reflete minha realidade.
A vida que é um sopro, não e mostra mais motivos para ser feliz. Ser trisste por maais poético que seja ou que possa parecer que seja, é um saco. Quando a vida parece aquele cheesecake tão gostoso que no final das contas virou algo enjoativo só existem duas saídas. Ou ela se torna novamente gostosa ou a gente parar de comer.
É isso.
Ouvindo: Eleanor Rigby
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