Nasce Uma Estrela Ou De Como Perdi Duas Horas e Quinze Minutos De Minha Vida




Resisti em assistir "Nasce Uma Estrela" o quanto pude. Algumas coisas a gente já sabe como são sem ter que ver.Não fui ao cinema assistir porque não vou gastar dinheiro que ta difícil de ganhar com este tipo de película. Mas como chegou no "Now", resolvi arriscar. Pra que? Quinze dinheiros que devo para a operadora e agora terei que pagar, este foi o saldo.

O que  deu em Bradley Cooper afinal de contas? Ok, sua cinebiografia não é exatamente um primor, uma obra de arte cantada em prosa e verso, mas o respeito por "Sniper Americano" por exemplo e por transformar uma bobagenta Sessão da tarde como Se Beber Não Case em um filme que presta, então, não falamos de um Zé Ruela qualquer não é mesmo?

Uma das maiores infelicidades do cinema atual, "Nasce Uma Estrela" tem uma das escalações mais equivocadas de todos os tempos para o papel de protagonista: Lady Gaga. Vamos ser honestos, Gaga consegue de forma eficiente interpretas as canções do filme e isso é um ponto positivo, é claro. Mas o que mais Gaga faz o filme inteiro?

Gaga tem uma grande personagem em mãos mas simplesmente não consegue aprofundar suas nuances, na verdade assassina as nuances possíveis em detrimento de uma atuação linear onde sua personagem é sempre a mesma, reagindo de forma absolutamente previsível a toda e qualquer situação até que cansado de atuar neste filme de merda, o personagem de Cooper suicida-se. Sim, nem o personagem aguentou tamanha chatice e o que poderia ser  uma cena de grande intensidade dramática torna-se nada mais que um tremendo alívio para Cooper e para quem assiste.

Cooper como diretor também não é nada não é nada, não é nada mesmo... Simplesmente não consegue extrair atuações convincentes nem de Gaga nem do resto do elenco. O produto/empresário de Gaga é a coisa mais patética de tão clichê que já vi na vida! Não é que o cara é um empresário sem coração, é só um abestado que desfigura a virtude musical da personagem de Gaga sem ao menos oferecer uma explicação plausível ao espectador. Parece que destrói a personalidade musical da moça apenas porque pode fazê-lo. Acontece que artistas de verdade se recusam a tal comportamento e o roteiro tenta vender a personagem de Gaga como uma artista intuitiva, visceral, que compõe com o coração e de forma absolutamente sem sentido, na primeira investida de um produtorzinho de bosta ela cede?  Coerência, cade você querida?

Espero que Lady Gaga jamais pense em atuar novamente e que Bradley Cooper vá para a faculdade de cinema e aprenda a dirigir um filme de forma minimamente prestável. Agora devo 15 dinheiros para a operadora de tv a cabo e terei que pagar. Que puxa!

É isso.

Ouvindo: Pato Fu


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