Realidade fantasiosa, Fantasiosa realidade
São aproximadamente 20:00. De um ponto incerto da Zona Sul um homem sai andando ao léo. Seu coração está partido em um milhão de pedaços mas ele sente-se insanamente feliz, quase que liberto de todas as dores de amores que o afligem a tempos.
De um outro ponto incerto da mesma Zona Sul, mais ou menos no mesmo horário, uma garota de olhos azuis profundos como o Pacifico, abandona seu posto de trabalho. Ela está triste, profundamente abalada. Passou o dia fazendo programas.
Mêtro Sta cruz 20:35 aquele homem da insana felicidade, divisa os olhos azuis profundos e os percebe tristes, com o brilho se esvanecendo, dando lugar a mais bela e profunda tristeza que ele jamais vira.
Por um instante eles se olham, e sorriem um para o outro. Sabe aquele sorriso dos desesperados? Dos insanos? Pois é, eles trocam este sorriso.
Um lugar vaga ao lado do homem e ela prontamente senta ao seu lado. Iniciam uma conversa, trocam nomes, (que aqui não importam), idade, essas tolices que se diz logo de inicio.
Ele descobre que ela é do Sul, Florianópolis e tem 18 anos. Parece menos, mas não convem forçar, ele não quer saber realmente. Ela, por seu turno descobre que este homem de 34 trabalha no mercado imobiliario e sofre de dores de amores, fortissimas, lancinantes, mas nem porisso deixa de sorrir e fazer sorrir.
Ela adora, sorrir é tudo o que quer. Na verdade, ela quer comer também, está faminta, ficou o dia todo de pé, (exceto alguns poucos momentos em que ficou deitada ou sentada sobre alguem),juntou dinheiro suficiente para pagar o quarto em que mora no centro da cidade. Nem um centavo a mais.
Ele propõe tomar um lanche juntos, esta hipnotizado por seus olhos tristes, por sua beleza meiga. É bem verdade que sua pouca idade o incomoda profundamente, mas ele quer conversar,falar o que sente e, neste caso, é melhor que seja alguem completamente estranho.
Vão ao shopping e a menina está encantada com tudo o que ve, passando em frente a uma loja, vem a perguta casual sobre a profissão da garota. Sem pestanejar ela fala a verdade, e ele, sem pestanejar também, acha graça, acredita, mas acha graça.
Eles sentam e ela desenda a contar sua história, triste, sofrida, com alguns momentos comicos é bem verdade, mas no geral é a cronica de uma tragédia anunciada.
Veio para SP fugindo com um ex namorado, aos 16 que logo a abandonou, se virou nas ruas, com a única arma que tinha, (ou única arma que achou quer tinha) o corpo maravilhoso. Mora só no quarto no centro, sofre de saudades de mãe a quem liga de vez em quando, nao a vê dois anos e queria reve-la no proximo dia 8 quando ela (a mãe) fará aniversário.
Ele escuta atentamente, e de repente sua história já não precisa ser contada, está tão envolvido com a história da moça que não ouve nem vê mais nada em volta.
Eles comem e ela o convida a ir a seu quarto. Ele quer, mas reluta. Na verdade, ele abomina a prostituição, acha degradante demais pagar para sair com alguem (e receber para sair com alguem também), mas não vem ao caso desfilar seus conceitos para a moça agora. Aceita seu convite porque quer conversar mais com ela e ela quer conversar com ele. Chegam a um local na praça Roosevel centro de SP lugar tão charmoso, quanto potencialmente letal.
Entram. O local é uma tentativa de casa organizada, mas não há o que organizar pois só existe uma tv e uma geladeira. Ele abre a geladeira pois intuitivamente a imaginava como está: vazia. Percebe que se meterá em uma roubada, mas a está altura, ajudar uma prostituta linda, de 18 anos parece o mais próximo de redenção que ele terá.
Propõe sairem novamente e a leva ao mercado e faz compras. Loucura total, a leva a rodoviaria e compra passagem ida e volta a Floripa. Voltam para o quarto. Ainda existe fome. Uma pizza chega e eles dão risada da vida, extasiados com a descoberta improvável da amizade entre uma prostituta de 18 anos e um consultor de 34. Dormem abraçados, de conchinha, mas não fazem sexo. O extase as vezes vem da forma mais absurda possível.
No dia seguinte ele vai trabalhar com a mesma roupa do dia anterior, feliz, renovado, com o coração ainda em um milhão de pedaços mas a figura de sorriso lindo e olhos azuis está na sua memória.
Ela liga em seu celular e agradece a noite. Diz que ligou pra mãe e que vai ve-la. Não se cabe em si. Do telefonema dela escuta-se o barulho de trafego pesado da Av. Indianópolis.
É isso.
Ouvindo: Balada do Louco. (Rita Lee Version)
De um outro ponto incerto da mesma Zona Sul, mais ou menos no mesmo horário, uma garota de olhos azuis profundos como o Pacifico, abandona seu posto de trabalho. Ela está triste, profundamente abalada. Passou o dia fazendo programas.
Mêtro Sta cruz 20:35 aquele homem da insana felicidade, divisa os olhos azuis profundos e os percebe tristes, com o brilho se esvanecendo, dando lugar a mais bela e profunda tristeza que ele jamais vira.
Por um instante eles se olham, e sorriem um para o outro. Sabe aquele sorriso dos desesperados? Dos insanos? Pois é, eles trocam este sorriso.
Um lugar vaga ao lado do homem e ela prontamente senta ao seu lado. Iniciam uma conversa, trocam nomes, (que aqui não importam), idade, essas tolices que se diz logo de inicio.
Ele descobre que ela é do Sul, Florianópolis e tem 18 anos. Parece menos, mas não convem forçar, ele não quer saber realmente. Ela, por seu turno descobre que este homem de 34 trabalha no mercado imobiliario e sofre de dores de amores, fortissimas, lancinantes, mas nem porisso deixa de sorrir e fazer sorrir.
Ela adora, sorrir é tudo o que quer. Na verdade, ela quer comer também, está faminta, ficou o dia todo de pé, (exceto alguns poucos momentos em que ficou deitada ou sentada sobre alguem),juntou dinheiro suficiente para pagar o quarto em que mora no centro da cidade. Nem um centavo a mais.
Ele propõe tomar um lanche juntos, esta hipnotizado por seus olhos tristes, por sua beleza meiga. É bem verdade que sua pouca idade o incomoda profundamente, mas ele quer conversar,falar o que sente e, neste caso, é melhor que seja alguem completamente estranho.
Vão ao shopping e a menina está encantada com tudo o que ve, passando em frente a uma loja, vem a perguta casual sobre a profissão da garota. Sem pestanejar ela fala a verdade, e ele, sem pestanejar também, acha graça, acredita, mas acha graça.
Eles sentam e ela desenda a contar sua história, triste, sofrida, com alguns momentos comicos é bem verdade, mas no geral é a cronica de uma tragédia anunciada.
Veio para SP fugindo com um ex namorado, aos 16 que logo a abandonou, se virou nas ruas, com a única arma que tinha, (ou única arma que achou quer tinha) o corpo maravilhoso. Mora só no quarto no centro, sofre de saudades de mãe a quem liga de vez em quando, nao a vê dois anos e queria reve-la no proximo dia 8 quando ela (a mãe) fará aniversário.
Ele escuta atentamente, e de repente sua história já não precisa ser contada, está tão envolvido com a história da moça que não ouve nem vê mais nada em volta.
Eles comem e ela o convida a ir a seu quarto. Ele quer, mas reluta. Na verdade, ele abomina a prostituição, acha degradante demais pagar para sair com alguem (e receber para sair com alguem também), mas não vem ao caso desfilar seus conceitos para a moça agora. Aceita seu convite porque quer conversar mais com ela e ela quer conversar com ele. Chegam a um local na praça Roosevel centro de SP lugar tão charmoso, quanto potencialmente letal.
Entram. O local é uma tentativa de casa organizada, mas não há o que organizar pois só existe uma tv e uma geladeira. Ele abre a geladeira pois intuitivamente a imaginava como está: vazia. Percebe que se meterá em uma roubada, mas a está altura, ajudar uma prostituta linda, de 18 anos parece o mais próximo de redenção que ele terá.
Propõe sairem novamente e a leva ao mercado e faz compras. Loucura total, a leva a rodoviaria e compra passagem ida e volta a Floripa. Voltam para o quarto. Ainda existe fome. Uma pizza chega e eles dão risada da vida, extasiados com a descoberta improvável da amizade entre uma prostituta de 18 anos e um consultor de 34. Dormem abraçados, de conchinha, mas não fazem sexo. O extase as vezes vem da forma mais absurda possível.
No dia seguinte ele vai trabalhar com a mesma roupa do dia anterior, feliz, renovado, com o coração ainda em um milhão de pedaços mas a figura de sorriso lindo e olhos azuis está na sua memória.
Ela liga em seu celular e agradece a noite. Diz que ligou pra mãe e que vai ve-la. Não se cabe em si. Do telefonema dela escuta-se o barulho de trafego pesado da Av. Indianópolis.
É isso.
Ouvindo: Balada do Louco. (Rita Lee Version)
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