A razão do meu afeto
A razão do meu afeto é não ter razão. Não gosto de alguém ou deixo de gostar pelos motivos convencionais. Não gosto de alguém por ser bonita ou feia, gorda ou magra, loira ou negra, legal ou chata (alias, presto especial atenção as pessoas ditas chatas a sociedade costuma confundir pessoas originais, livre de padrões e amarras com pessoas chatas).
Não gosto de alguém pelo seu passado ou futuro, mas pela alegria, ou prazer que sua companhia pode trazer hoje. Pela originalidade de suas ideias, pela capacidade de encantar e encantar-se com o simples, pelo riso fácil, pelo jeito desabrido, pela falta de medo em encarar o que é desconhecido.
A razão do meu afeto é atemporal. Posso amar alguém que acabei de conhecer e posso conviver com a mesma pessoa por anos a fio achando-a totalmente desinteressante.
Dedicar meu afeto a alguém não é algo que faça por retribuição ou esperando retribuição, nunca. Amo pessoas que me detestam e exaamente por isso procuro me ver como elas me olham e isso me faz ao menos tentar aperfeiçoar os meus pontos fracos.
A razão do meu afeto não me faz deixar de seu eu mesmo para buscar o afeto do outro. Me torna paciente e contemplativo, pois é de paciência e contemplação que o afeto é efeito.
A razão do meu afeto faz meu coração pular para fora do peito quando escuto a voz amada e faz com o chão fique um tantinho tremulo, tremulo o suficiente para que eu bambeie mas não caia, pois cair de afeto (ou de amor) pode ser perigoso.
Meu afeto nasce pronto, ou pode ser cultivado e de uma forma ou de outra tem a sua beleza exposta quando estou perto de quem amo.
E por ser afetivo demais vez por outra sofro. Sofro por não ser compreendido, por não compreender muitas vezes também. Sofro por ver partir bestamente uma promessa de afeto imenso e é nesse sofrimento que tento me reconstruir, que tento extrair forças para ser melhor que sou hoje, não melhor que alguém, mas melhor que eu mesmo posso ser, superando meus limites e dando assim mais afeto a minha volta.
A razão do meu afeto me faz eleger pessoas que são objetos de uma quase-devoção e não me envergonho de que seja assim, pois sentir afeto me faz mais feliz.
A razão do meu afeto enfim, é a mesma razão que me faz querer continuar estar vivo.
É isso.
Ouvindo: My utmost for his highest - The Covenant/Brian Duncan Quiet Prayers
Não gosto de alguém pelo seu passado ou futuro, mas pela alegria, ou prazer que sua companhia pode trazer hoje. Pela originalidade de suas ideias, pela capacidade de encantar e encantar-se com o simples, pelo riso fácil, pelo jeito desabrido, pela falta de medo em encarar o que é desconhecido.
A razão do meu afeto é atemporal. Posso amar alguém que acabei de conhecer e posso conviver com a mesma pessoa por anos a fio achando-a totalmente desinteressante.
Dedicar meu afeto a alguém não é algo que faça por retribuição ou esperando retribuição, nunca. Amo pessoas que me detestam e exaamente por isso procuro me ver como elas me olham e isso me faz ao menos tentar aperfeiçoar os meus pontos fracos.
A razão do meu afeto não me faz deixar de seu eu mesmo para buscar o afeto do outro. Me torna paciente e contemplativo, pois é de paciência e contemplação que o afeto é efeito.
A razão do meu afeto faz meu coração pular para fora do peito quando escuto a voz amada e faz com o chão fique um tantinho tremulo, tremulo o suficiente para que eu bambeie mas não caia, pois cair de afeto (ou de amor) pode ser perigoso.
Meu afeto nasce pronto, ou pode ser cultivado e de uma forma ou de outra tem a sua beleza exposta quando estou perto de quem amo.
E por ser afetivo demais vez por outra sofro. Sofro por não ser compreendido, por não compreender muitas vezes também. Sofro por ver partir bestamente uma promessa de afeto imenso e é nesse sofrimento que tento me reconstruir, que tento extrair forças para ser melhor que sou hoje, não melhor que alguém, mas melhor que eu mesmo posso ser, superando meus limites e dando assim mais afeto a minha volta.
A razão do meu afeto me faz eleger pessoas que são objetos de uma quase-devoção e não me envergonho de que seja assim, pois sentir afeto me faz mais feliz.
A razão do meu afeto enfim, é a mesma razão que me faz querer continuar estar vivo.
É isso.
Ouvindo: My utmost for his highest - The Covenant/Brian Duncan Quiet Prayers
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