Coringa, ou como o conformismo domina nossa sociedade

César Romero tentou ser o coringa. Patético, chega a ser deprimente a sua visão sobre o personagem, algo a se esquecer de tão deplorável.

Jack Nicholson Tentou ser o coringa. Apesar do enorme respeito ao excepcional ator que Nicholson é, seu ego o impediu de ser o Coringa definitivo.

Heath Ledger, que com uma atuação magistral em Brokeback Mountain se credenciou a fazer o que quisesse no cinema,conseguiu traduzir o que é este ser (o Coringa) de forma tão arrebatadora quanto assustadora.

Com uma maquiagem de palhaço e ideias nada bobas o que vale em seu personagem, mais do que sua atuação, mais do que sua maquiagem, mais que tudo enfim são seus questionamentos.

Ele diz que é tudo um plano. Que a sociedade esta coberta sobre um manto de hipocrisia, que esta hipocrisia regula nossas atitudes e que se por um momento que seja saímos de nossa normalidade esse manto desaba e nos revelamos por inteiro.

Ele está errado? Não somos infelizmente guiados por um censo de hipocrisia e mentira que supera em muito a verdade em nossa sociedade?

O coringa é feio, tosco até. E passa o filme tentando provar que todos somos assim, mas nos escondemos em nossas roupas, nossos pretensos bons modos, falando baixo, quando o que queremos mesmo é gritar bem alto e comer com a mão e usar de violência extrema por motivos mínimos.

O que ele prega não sem razão é que quando coisas horríveis, como crianças morrendo de fome, guerras, genocídios e outras desgraças acontecem longe de nós nos indignamos por meio minuto e pronto, mas quando esse perigo chega perto... Chega em nossa rua... Ou seja, na visão do palhaço somos todos grandes conformistas e isso é tudo parte de um plano, um terrível plano.

Heath está fantástico no papel, seu Coringa é crivel, assustador e nada caricato. Passa seu recado e faz Batman ser um coadjuvante em seu próprio filme (acho que o problema é ocm personagem, ja havia sido assim com Nicholson).

Quanto as suas ideias, ou melhor, quanto as ideias do Coringa, não quero opinar mas questionar sobre o quão conformista somos de fato e como isso abala a nossa vida.

O perigo, a fome, a morte que ronda o mundo, ou o bairro ao lado do nosso deveria nos assustar e nos fazer querer mudar a situação muito antes de chegar a nossa comunidade, pois fatalmente ele chegará um dia. É questão de tempo.

É isso.

Ouvindo: Gaither Vocal Band

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