Culto a bestialização
Por que temos que ser constantemente bestializados pela midia? Por que temos que aceitar passivamente como bovinos (que não somos, ou não deveríamos ser) tudo que nos é ofertado?
Por que não nos revoltamos contra esta situação absurda?
Ontem mais uma dessas pessoas que ninguém sabe direito porque ficou famosa morreu. Um tal de Marcelo não sei de que casado com uma atriz (?) global Suzana sei lá de que também.
Morreu supostamente por uma overdose de cocaína, o que por si só já deveria relega-lo a uma nota de rodapé das páginas policiais, mas por algum motivo obscuro o fez tomar quase toda a tarde de ontem em vários canais de televisão, que muito mais preocupado com a teatralização e espetacularização da morte de um ser totalmente insignificante do que com a dor que a família poderia estar sentido se ateve a repetir de forma totalmente absurda a mesma noticia por horas a fio.
O cara morreu. Qua a família enterre seu morto e o pranteie, mas o que a sociedade brasileira tem a ver com isso? Porque ela se permite ficar assistindo de forma totalmente desnecessária a repetição dos motivos da morte deste pobre infeliz?
Já tivemos Isabela ( que para toda imprensa era a Menina Isabela) Já tivemos a Eloa e agora o Marcelo sei lá do que. Nossas vidas não são mais importantes do que isso? Não temos outros afazeres? Não temos outros interesses? Por que está fixação mórbida em alguém só porque esta pessoa foi casada com uma celebridade(?), ou saiu com ela, ou sei lá que outro motivo.
Espetaculizar a morte ou infortuneo de pessoas como Marcelo sei lá das quantas não é apenas moralmente reprovável é repugnante mesmo. E mais ainda porque a sociedade não se mobiliza contra este tipo de jornalismo marron que assola as redações e estúdios de tv ditas populares (embora ache este termo injusto, porque popular nada tem a ver com popularesco).
Até quando vamos assistir impássiveis a este triste espetáculo se desenrolando na sala de nossa casa? Não nos basta as nossas pequenas tragédias cotidianas? Por que envolver-se com a tragédia alheia, que absolutamente não nos diz respeito?
A sociedade deveria se mobilizar e boicotar esses programas que ferem a dignidade do individuo e a própria noção de coletivo que podemos ter, uma vez que quando somos tratados como bovinos nos sujeitamos a todo o tipo de esculhambação que queiram nos enfiar.
É isso.
Ouvindo: Sérgio Saint
Por que não nos revoltamos contra esta situação absurda?
Ontem mais uma dessas pessoas que ninguém sabe direito porque ficou famosa morreu. Um tal de Marcelo não sei de que casado com uma atriz (?) global Suzana sei lá de que também.
Morreu supostamente por uma overdose de cocaína, o que por si só já deveria relega-lo a uma nota de rodapé das páginas policiais, mas por algum motivo obscuro o fez tomar quase toda a tarde de ontem em vários canais de televisão, que muito mais preocupado com a teatralização e espetacularização da morte de um ser totalmente insignificante do que com a dor que a família poderia estar sentido se ateve a repetir de forma totalmente absurda a mesma noticia por horas a fio.
O cara morreu. Qua a família enterre seu morto e o pranteie, mas o que a sociedade brasileira tem a ver com isso? Porque ela se permite ficar assistindo de forma totalmente desnecessária a repetição dos motivos da morte deste pobre infeliz?
Já tivemos Isabela ( que para toda imprensa era a Menina Isabela) Já tivemos a Eloa e agora o Marcelo sei lá do que. Nossas vidas não são mais importantes do que isso? Não temos outros afazeres? Não temos outros interesses? Por que está fixação mórbida em alguém só porque esta pessoa foi casada com uma celebridade(?), ou saiu com ela, ou sei lá que outro motivo.
Espetaculizar a morte ou infortuneo de pessoas como Marcelo sei lá das quantas não é apenas moralmente reprovável é repugnante mesmo. E mais ainda porque a sociedade não se mobiliza contra este tipo de jornalismo marron que assola as redações e estúdios de tv ditas populares (embora ache este termo injusto, porque popular nada tem a ver com popularesco).
Até quando vamos assistir impássiveis a este triste espetáculo se desenrolando na sala de nossa casa? Não nos basta as nossas pequenas tragédias cotidianas? Por que envolver-se com a tragédia alheia, que absolutamente não nos diz respeito?
A sociedade deveria se mobilizar e boicotar esses programas que ferem a dignidade do individuo e a própria noção de coletivo que podemos ter, uma vez que quando somos tratados como bovinos nos sujeitamos a todo o tipo de esculhambação que queiram nos enfiar.
É isso.
Ouvindo: Sérgio Saint
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