O prazer da escrita

Por paradoxal que seja antes de falar sobre prazer gostaria de falar sobre sua antítese, a frustração. Se o prazer é o clímax a fruição de um estado de espírito que por algum motivo atingiu seu ápice, a frustração é anti-clímax, nos leva muitas vezes a prostração pura e simples.

Sentimo-nos frustrados muitas vezes por não atingir objetivos quer sejam eles impostos por outros ou por nós mesmos. A frustração nos entristece, nos magoa e exatamente por este motivo é que buscamos o prazer em tudo o que fazemos.

Claro que é preciso deixar claro que o prazer é na maioria das vezes uma experiência totalmente individual, por que o que me da prazer pode causar ojeriza a determinada pessoa e vice versa, mas dentro de nossa individualidade e acho que o que realmente interessa neste texto é o ser individual, buscamos como já foi dito termos prazer.

Podemos encontrar prazer em um saboroso prato de comida, e esta exemplo serve para ilustrar o que foi sobre o clímax e a fruição, por que nada mais verdadeiro do que dizer que um prato de arroz integral sem sal vai nos causar um sentimento de saciedade e matar nossa fome, ma uma lasanha 4 queijos por exemplo além de matar nossa fome nos trará prazer por intermédio de seus sabores, sua textura, sua apresentação visual no prato e tantos outros fatores que nos farão come-la com uma indiscritivel alegria.

Achamos prazer ainda em uma relação a dois bem estruturada e madura, em uma conversa despretensiosa com um amigo, com uma boa noite de sono enfim em várias áreas de nossas vidas.

Quero contudo me deter em uma área especifica, que neste mundo onde tudo é "fast" e extremamente visual tem sido extremamente negligenciada: A escrita.

Escrever é algo que pode ser extremamente prazeiroso, dando prazer tanto a quem escreve quanto a quem lê. Como ter prazer na escrita? Simples.

Escrever tem haver antes de mais nada com comunicar e expressar ideias e quando fazemos isso o fazemos na esperança de sermos entendidos. Do que vale um texto escrito de forma confusa, cheio de firulas desnecessárias, de acréscimos inúteis, enfim, um texto cheio de palavras mas vazio de conteúdo?

Quando conseguimos através da escrita comunicar o que queremos dizer a uma ou diversas pessoas podemos realmente nos sentir realizados pois a escrita pode transportar-nos para outros mundos sem sairmos de nossa cadeira (ou onde quer que estejamos). Um texto bem redigido nos faz rir, ou chorar, ou ficarmos angustiados, apreensivos, esperançosos, enfim muitos são os sentimentos que um texto pode aflorar em nossos corações ao ser lido desde que bem escrito, desde que escrito com o coração e não apenas com o raciocínio.

Escrever é antes de mais nada um exercício e como tal deve ser diariamente executado pois a execução diária levará ao refinamento tanto da técnica quando do estilo, causando ainda mais prazer com a descoberta de uma habilidade até então insuspeita e sempre que podemos olhar para nós mesmo e descobrir algo novo, temos ai também uma outra forma de prazer.

Ao escrevermos podemos expressar nossas ideias, dar forma a sentimentos que muitas vezes não conseguimos vocalizar, buscar recônditos em nossa alma até então intocados e tão importante quanto isso tocar pessoas que nos lêem também. O prazer da escrita tem, ou deveria ao menos ter muito a ver com o impacto causado em quem lê uma vez que escrever algo e guardar para si mesmo talvez não seja tão prazeiroso pois o prazer reside sem sombra de dúvida muitas vezes no reconhecimento.

Para finalizar é importante mencionar que abusca pelo prazer, seja na escita, seja na alimentação, no sexo, ou em qualquer outra área não pode de forma alguma ser algo que exarcebe o razoável pois a linha que pode dividir o prazer sadio de um sentimento patológico é bem ténue.

É isso.

Ouvindo: Acreditem ou não, Menudo

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