Eu encapsulado em mim mesmo
Sabe aquelas bonequinhas russas que agora me foge o nome da memória mas que todo mundo já viu? Aquelas que são várias bonequinhas uma dentro das outras, começas bem pequenas e a última a que realmente aparece é bem grandinha.
Então, acho que sou assim. Vários seres encapsulados dentro de um ser maior. Tem o bonzinho, tem o mauzinho, te o tarado, te o casto (uia!), tem oque quer ser cristão, e tem o que não teme o inferno.
Isso é complicadissimo para mim, pois muitas vezes não sei o que eu quero ser, não sei se sou o que eu penso ser e não sei o que sou de fato. Assustador? Pois é, também acho.
Sinto uma necessidade premente de definir qual bonequinha vai se sobressair, mas as bonequinhas que mais admiro, são as formato menor, ficam mais encapsuladas ainda do que as maiores que teima em aparecer com mais frequência.
Mas existe um ponto também a ser considerado: Eu acredito que somos em grande parte a somatória daquilo de que nos alimentamos. Se eu quero ser uma boa pessoa, procuro boas ações, se eu quero ser mal, vou fazendo minhas maldadezinhas e assim sucessivamente, então talvez minhas bonequinhas admiráveis sejam pequenas porque eu as deixo pequenas propositadamente, meio que dou a elas um mínimo de atenção de vez
em quando apenas para que elas fiquem vivas e eu possa dizer, "olha só não sou tão desprezível assim!" esquecendo é claro que este comportamento por si só já é bastante desprezível.
De qualquer forma minha matriochka, lembrei como se chamam, esta mais para feia do que bonita e talvez seja hora de mudar isso.
É isso.
Ouvindo: Joyce Carnassale
Então, acho que sou assim. Vários seres encapsulados dentro de um ser maior. Tem o bonzinho, tem o mauzinho, te o tarado, te o casto (uia!), tem oque quer ser cristão, e tem o que não teme o inferno.
Isso é complicadissimo para mim, pois muitas vezes não sei o que eu quero ser, não sei se sou o que eu penso ser e não sei o que sou de fato. Assustador? Pois é, também acho.
Sinto uma necessidade premente de definir qual bonequinha vai se sobressair, mas as bonequinhas que mais admiro, são as formato menor, ficam mais encapsuladas ainda do que as maiores que teima em aparecer com mais frequência.
Mas existe um ponto também a ser considerado: Eu acredito que somos em grande parte a somatória daquilo de que nos alimentamos. Se eu quero ser uma boa pessoa, procuro boas ações, se eu quero ser mal, vou fazendo minhas maldadezinhas e assim sucessivamente, então talvez minhas bonequinhas admiráveis sejam pequenas porque eu as deixo pequenas propositadamente, meio que dou a elas um mínimo de atenção de vez
em quando apenas para que elas fiquem vivas e eu possa dizer, "olha só não sou tão desprezível assim!" esquecendo é claro que este comportamento por si só já é bastante desprezível.
De qualquer forma minha matriochka, lembrei como se chamam, esta mais para feia do que bonita e talvez seja hora de mudar isso.
É isso.
Ouvindo: Joyce Carnassale
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