Se um dia eu encontrar meu pai II
É tenho mais coisas pra dizer. Seu um dia eu encontrar esse senhor que me expeliu de seu corpo em forma de esperma quente e húmido (eca) serei obrigado a dar-lhe um bom muro na boca.
Sim na boca, porque foi falando que ele convenceu minha mãe a dar para ele. Desculpe a crueza do termo, mas minha mãe obviamente não fez amor, ela deu para o meu pai na visão dele, pois se tivesse feito amor com ela, teria sido homem suficiente para assumir o resultado deste "amor"
A história oficial da minha família é a seguinte: (contada por minha mãe, confirmada por minha avó, tias, tios e todos os membros que vale dizer que ou é verdade ou eles ensaiaram muito bem, mas sim é verdade) Meu pai nasceu bebe na Alemanha e veio para o Brasil. De família Adventista como minha mãe se encontraram no Instituto Adventista de Ensino (IAE) hoje Unasp. Minha mãe no ano de sua formatura ele entrando no colégio, ou seja minha mãe era mais velha.
Namoraram um tempo, transaram e ele segundo diz minha mãe queria me assumir. A família dele, proibiu terminantemente e quando minha mãe ia na casa deles eles falavam e alemão apenas para mostrar seu devido lugar.
Ele, um bosta covarde se acovardou e a dispensou. Fim de história.
A minha versão:
Meu pai era agente da CIA em missão secreta no Brasil se passando por professor Adventista no IAE, (hoje Unasp, ok) e s encantou com a aluna mais inteligente da sala (falando com um dos professores da minha mãe ele me disse que isso era a verdade ela era simplesmente brilhante. menos pra arrumar homem, é claro).
Transaram (eita mulher fogosa!) ela engravidou no mesmo momento em que ele foi enviado em missão na Romenia que vivia sob o regime de Nicolae Ceaucesco. Prometeu voltar em dois meses abandonar a Cia, se converter a fé Adventista e virar produtor de uvas em Jundiai, interior de SP.
Não pode fazer isso. Morreu baleado por um agente da Iuguslavo da KGB soldo de Nicolae. ( Naquela época a Iuguslávia era uma potencia do futebol e existia como uma federação guarda chuva cobrindo Sérvia, Croácia, Montenegro e outros.
Minha mãe despirocou, mas manteve a dignidade. Ela, agora voltando ao mundo real, encontrou um homem bondoso, ou um homem que a achava tão gostosa ao ponto de casar com ela mesmo com um bebe nos braços, ou ainda um homem bondoso que a achava gostosa, casou-se com ele e lhe deu mais duas filhas. E eu, herdei seu nome, nunca seu verdadeiro afeto, pois era o menino intruso que impedia a repleta felicidade daquele lar.
Nos natais, meu presente era sempre sem graça e o de minha irmã sempre uma boneca de cair o queixo. Sempre quis um carrinho de controle remoto, algo até barato para os padrões do meu tutor. Sempre brinquei com vários deles, mas sempre eram os dos meus amigos.
E na pascoa? Meu ovo era sempre menor... Por que? Porque eu devia agradecer por ganhar um ovo, não devia questionar o tamanho. Eu é claro jamais deveria ser tão mal agradecido a quem me criou, mas quem me criou o fez por obrigação, por eu ser o apêndice indesejado da minha mãe. Nada além disso.
Quando tive meningite e o médico disse a minha mãe que eu ia ou morrer ou ficar surdo ou mudo, ou os dois e eu voltei são e salvo pra casa, ele me disse candidamente que eu adorava contrariar prognósticos. Claro que com sete anos eu não sabia o que era prognósticos e esse foi um momento crucial na minha vida. Fui pesquisar no dicionário e desde então sou um compulsivo por leitura e informação.
Se um dia eu encontrar meu pai, perguntarei enfim se ele virou homem finalmente ou se simplesmente continua a ser o covarde que corre ártas da barra da saia da mamãezinha.
Por fim como qualquer garoto adolescente, sempre chamei os pais de meus amigos de tio, mas nunca, nunca mesmo comigo vai poder acontecer a seguinte cena pelo menos não comigo no papel de filho...
Chorei vendo este comercial as 7:15 da manhã de hoje, chorei ocmo uma garotinha (aff) mas tudo bem, já passou. A vida continua e ela sempre se renova. Sempre.
É isso.
Ounvindo: Novo tom
Sim na boca, porque foi falando que ele convenceu minha mãe a dar para ele. Desculpe a crueza do termo, mas minha mãe obviamente não fez amor, ela deu para o meu pai na visão dele, pois se tivesse feito amor com ela, teria sido homem suficiente para assumir o resultado deste "amor"
A história oficial da minha família é a seguinte: (contada por minha mãe, confirmada por minha avó, tias, tios e todos os membros que vale dizer que ou é verdade ou eles ensaiaram muito bem, mas sim é verdade) Meu pai nasceu bebe na Alemanha e veio para o Brasil. De família Adventista como minha mãe se encontraram no Instituto Adventista de Ensino (IAE) hoje Unasp. Minha mãe no ano de sua formatura ele entrando no colégio, ou seja minha mãe era mais velha.
Namoraram um tempo, transaram e ele segundo diz minha mãe queria me assumir. A família dele, proibiu terminantemente e quando minha mãe ia na casa deles eles falavam e alemão apenas para mostrar seu devido lugar.
Ele, um bosta covarde se acovardou e a dispensou. Fim de história.
A minha versão:
Meu pai era agente da CIA em missão secreta no Brasil se passando por professor Adventista no IAE, (hoje Unasp, ok) e s encantou com a aluna mais inteligente da sala (falando com um dos professores da minha mãe ele me disse que isso era a verdade ela era simplesmente brilhante. menos pra arrumar homem, é claro).
Transaram (eita mulher fogosa!) ela engravidou no mesmo momento em que ele foi enviado em missão na Romenia que vivia sob o regime de Nicolae Ceaucesco. Prometeu voltar em dois meses abandonar a Cia, se converter a fé Adventista e virar produtor de uvas em Jundiai, interior de SP.
Não pode fazer isso. Morreu baleado por um agente da Iuguslavo da KGB soldo de Nicolae. ( Naquela época a Iuguslávia era uma potencia do futebol e existia como uma federação guarda chuva cobrindo Sérvia, Croácia, Montenegro e outros.
Minha mãe despirocou, mas manteve a dignidade. Ela, agora voltando ao mundo real, encontrou um homem bondoso, ou um homem que a achava tão gostosa ao ponto de casar com ela mesmo com um bebe nos braços, ou ainda um homem bondoso que a achava gostosa, casou-se com ele e lhe deu mais duas filhas. E eu, herdei seu nome, nunca seu verdadeiro afeto, pois era o menino intruso que impedia a repleta felicidade daquele lar.
Nos natais, meu presente era sempre sem graça e o de minha irmã sempre uma boneca de cair o queixo. Sempre quis um carrinho de controle remoto, algo até barato para os padrões do meu tutor. Sempre brinquei com vários deles, mas sempre eram os dos meus amigos.
E na pascoa? Meu ovo era sempre menor... Por que? Porque eu devia agradecer por ganhar um ovo, não devia questionar o tamanho. Eu é claro jamais deveria ser tão mal agradecido a quem me criou, mas quem me criou o fez por obrigação, por eu ser o apêndice indesejado da minha mãe. Nada além disso.
Quando tive meningite e o médico disse a minha mãe que eu ia ou morrer ou ficar surdo ou mudo, ou os dois e eu voltei são e salvo pra casa, ele me disse candidamente que eu adorava contrariar prognósticos. Claro que com sete anos eu não sabia o que era prognósticos e esse foi um momento crucial na minha vida. Fui pesquisar no dicionário e desde então sou um compulsivo por leitura e informação.
Se um dia eu encontrar meu pai, perguntarei enfim se ele virou homem finalmente ou se simplesmente continua a ser o covarde que corre ártas da barra da saia da mamãezinha.
Por fim como qualquer garoto adolescente, sempre chamei os pais de meus amigos de tio, mas nunca, nunca mesmo comigo vai poder acontecer a seguinte cena pelo menos não comigo no papel de filho...
Chorei vendo este comercial as 7:15 da manhã de hoje, chorei ocmo uma garotinha (aff) mas tudo bem, já passou. A vida continua e ela sempre se renova. Sempre.
É isso.
Ounvindo: Novo tom
Comentários
Meus atos são de minha total responsabilidade jamais iria imputa-los ou mesmo achar que podem ser minimamente influenciados por alguém tão besta como meu pai biologico. Obrigado pela dica do site, vou visita-lo. (o site, claro).