Quando Rafaela chegou
Quando Rafaela chegou o mundo parou. Quando ela veio a esta Terra, tudo aqui ficou muito mais bonito. Ela nasceu e eu renasci. Ela respirou e eu prendi meu ar, emocionado que estava ao ter me meus braços um ser tão pequeno e tão dependente de mim.
Quando Rafaela saiu do hospital, me lembro muito bem e jamais esquecerei: Era um Domingo, ela tinha nascido na Sexta e eu de tão nervoso esqueci meus documentos em casa, tive que voltar porque obviamente não entregariam minha filha pra um desconhecido sem documentos.
Quando ela chegou em casa, destroçou o peito da mãe, pois era um bebe faminto e não sabia mamar. Tive que correr e comprar uma pomada pra passar no peito da mãe e ela teve que se contentar comum chazinho. Viu o que da ser fominha?
Ela tinha intestino preso e todos os dias antes de voltar para casa eu tinha que passar no mercado e comprar ameixa, para ela comer, ou tomar chá e assim poder fazer seu cocozinho. Sabe oq ue é mais engraçado? Comprar ameixa tornou-se a coisa mais importante do meu dia, pois estava diretamente relacionado com o bem estar da minha filha. E tinha que comprar todo dia pra ela estar bem fresquinha.
Quando ela cresceu mais um pouco, ensinei ela a comer os potinhos da Nestlé, coisa que ela simplesmente amou e eu todo dia trazia três desses potinhos pra casa. Um eu dava os outros dois ela comia no dia seguinte. Virou nosso ritual. Ela esperava eu chegar com os potinhos e eu ansiava chegar em casa para dar a ela.
Depois dos potinhos, ela com três anos aprendeu a ler e escrever, antes de mim inclusive, que aprendi com quatro e ela lia tudo e queira mostrar que sabia ler e eu queria ver que ela sabia ler.
A noite, ela dormia em meus braços, eu sempre cantava uma canção pra ela dormir e a despeito de a mãe dela ter uma voz quase sobre-humana, era a minha voz feia que a acalmava e a fazia adormecer. Sinto até hoje falta de embalar meu bebe em meus braços a noite.
Quando Rafaela chegou, mudou o clima da minha vida. nunca mais é inverno, pois ela é meu raio de Sol e quando penso nela logo sorrio.
Rafaela hoje cresce e se estabelece. Não posso mais chama-la de meu bebe, apenas secretamente para mim mesmo, pois ela fica brava. Ela lê, escreve com desenvoltura. faz balé e violino esmurra meninos insolentes e é a líder de sua turma na escola. Eu assisto entre o embevecido e orgulhoso e triste e conformado, pois sei que logo ela será adulta e definitivamente não me pertencerá, mas será do mundo e para o mundo que ela esta sendo criada, pra aprender a lidar e se defender dele.
Espero que minha bebe se torne uma mulher d quem eu possa continuar me orgulhando, que encontre alguém a sua altura, que a faça feliz que a faça a mulher mais feliz do mundo.
E se alguém cruzar o caminho do meu bebe e a magoar, vou entender que isso é da vida, do processo de crescer e amadurecer, mas vou cortar as mãos dessa pessoa e ela entenderá que cruzar comum pai bravo é da vida também.
É isso.
Ounvindo: Al Denson
Quando Rafaela saiu do hospital, me lembro muito bem e jamais esquecerei: Era um Domingo, ela tinha nascido na Sexta e eu de tão nervoso esqueci meus documentos em casa, tive que voltar porque obviamente não entregariam minha filha pra um desconhecido sem documentos.
Quando ela chegou em casa, destroçou o peito da mãe, pois era um bebe faminto e não sabia mamar. Tive que correr e comprar uma pomada pra passar no peito da mãe e ela teve que se contentar comum chazinho. Viu o que da ser fominha?
Ela tinha intestino preso e todos os dias antes de voltar para casa eu tinha que passar no mercado e comprar ameixa, para ela comer, ou tomar chá e assim poder fazer seu cocozinho. Sabe oq ue é mais engraçado? Comprar ameixa tornou-se a coisa mais importante do meu dia, pois estava diretamente relacionado com o bem estar da minha filha. E tinha que comprar todo dia pra ela estar bem fresquinha.
Quando ela cresceu mais um pouco, ensinei ela a comer os potinhos da Nestlé, coisa que ela simplesmente amou e eu todo dia trazia três desses potinhos pra casa. Um eu dava os outros dois ela comia no dia seguinte. Virou nosso ritual. Ela esperava eu chegar com os potinhos e eu ansiava chegar em casa para dar a ela.
Depois dos potinhos, ela com três anos aprendeu a ler e escrever, antes de mim inclusive, que aprendi com quatro e ela lia tudo e queira mostrar que sabia ler e eu queria ver que ela sabia ler.
A noite, ela dormia em meus braços, eu sempre cantava uma canção pra ela dormir e a despeito de a mãe dela ter uma voz quase sobre-humana, era a minha voz feia que a acalmava e a fazia adormecer. Sinto até hoje falta de embalar meu bebe em meus braços a noite.
Quando Rafaela chegou, mudou o clima da minha vida. nunca mais é inverno, pois ela é meu raio de Sol e quando penso nela logo sorrio.
Rafaela hoje cresce e se estabelece. Não posso mais chama-la de meu bebe, apenas secretamente para mim mesmo, pois ela fica brava. Ela lê, escreve com desenvoltura. faz balé e violino esmurra meninos insolentes e é a líder de sua turma na escola. Eu assisto entre o embevecido e orgulhoso e triste e conformado, pois sei que logo ela será adulta e definitivamente não me pertencerá, mas será do mundo e para o mundo que ela esta sendo criada, pra aprender a lidar e se defender dele.
Espero que minha bebe se torne uma mulher d quem eu possa continuar me orgulhando, que encontre alguém a sua altura, que a faça feliz que a faça a mulher mais feliz do mundo.
E se alguém cruzar o caminho do meu bebe e a magoar, vou entender que isso é da vida, do processo de crescer e amadurecer, mas vou cortar as mãos dessa pessoa e ela entenderá que cruzar comum pai bravo é da vida também.
É isso.
Ounvindo: Al Denson
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