Chega de Saudade
Leonardo Villar é um excelente ator. Um ator que não raro alcança o sublime em suas atuações.
Tonya Carrero, é simplesmente espetacular, se coloca com primor na pele de seus personagens.
Maria Flor, (a despeito de todo constrangimento que está passando com "Aline" que reduziu as tirinhas homonimas a uma tolice protagonizada por três atores perdidos e chatos), é de uma delicadeza ímpar.
Esses atores e ainda outros quase tão bons quanto, se reuniram em "Chega de Saudade" de Laís Bodanzky (Bicho de sete cabeças), um filme que celebra a melancolia sem ser arrastado ou deprê, ou mesmo chato.
Pessoas já na terceira idade se reúnem em um clube de dança em São Paulo para dançar, fugir da solidão, dar risada e sobre tudo escapar de uma vida que as esmaga de forma absolutamente opressora.
Triste, mas com uma ponta de otimismo realista, este filme celebra as músicas (tanto de época quanto mais recentes) e tem a curiosa porem marcante interpretação de Elza Soares como uma das crooners do salão.
Laís soube tirar o máximo de seus atores, explorar as emoções do público com enquadramentos precisos, uma fotografia muito bem realizada e uma sensibilidade única que faz com que atrizes como Betty Faria e Cassia Kiss, que são apenas ok, tenham interpretações memoráveis.
Sobre a história não a muito o que falar, além de que enquanto dançam, ou esperam a vez de dançar, esses personagens oscilam entre o patético, o trágico e a lucidez extrema em questão de segundos, talvez tomados por uma falsa euforia que o local induz.
é bem verdade que Paulo Vilhena, que não é ator, nem apresentador, nem nada além de Paulo Vilhena no que isso pode ter de pior para a arte e cultura Brasileira tenta em cada intervenção sua estragar o filme, mas não consegue.
Stepan Nercessian que há tempos deixou de ser ator para ser politico e bem feitor do retiro dos artistas tem uma interpretação curiosa, entre o desinteressado e o omisso e fica perambulando pelo set, mas ao menos deixa Maria Flor brilhar.
Jorge Loredo, o popular (e popularesco, no que isso tem de melhor), Zé Bonitinho, faz uma ponta muito bacana, e deixa antever que sim, poderia ser um ator dramático sem problema algum.
Não é um filme para os adoradores da Testosterona, muito menos para quem busca a pouca sutileza, mas vale apena ser assistido.
Descobri o filme por acaso, ontem a noite, no Cinemax, mas acho que dá para alugar em dvd.
É isso.
Ouvindo: Out Of Gray
Tonya Carrero, é simplesmente espetacular, se coloca com primor na pele de seus personagens.
Maria Flor, (a despeito de todo constrangimento que está passando com "Aline" que reduziu as tirinhas homonimas a uma tolice protagonizada por três atores perdidos e chatos), é de uma delicadeza ímpar.
Esses atores e ainda outros quase tão bons quanto, se reuniram em "Chega de Saudade" de Laís Bodanzky (Bicho de sete cabeças), um filme que celebra a melancolia sem ser arrastado ou deprê, ou mesmo chato.
Pessoas já na terceira idade se reúnem em um clube de dança em São Paulo para dançar, fugir da solidão, dar risada e sobre tudo escapar de uma vida que as esmaga de forma absolutamente opressora.
Triste, mas com uma ponta de otimismo realista, este filme celebra as músicas (tanto de época quanto mais recentes) e tem a curiosa porem marcante interpretação de Elza Soares como uma das crooners do salão.
Laís soube tirar o máximo de seus atores, explorar as emoções do público com enquadramentos precisos, uma fotografia muito bem realizada e uma sensibilidade única que faz com que atrizes como Betty Faria e Cassia Kiss, que são apenas ok, tenham interpretações memoráveis.
Sobre a história não a muito o que falar, além de que enquanto dançam, ou esperam a vez de dançar, esses personagens oscilam entre o patético, o trágico e a lucidez extrema em questão de segundos, talvez tomados por uma falsa euforia que o local induz.
é bem verdade que Paulo Vilhena, que não é ator, nem apresentador, nem nada além de Paulo Vilhena no que isso pode ter de pior para a arte e cultura Brasileira tenta em cada intervenção sua estragar o filme, mas não consegue.
Stepan Nercessian que há tempos deixou de ser ator para ser politico e bem feitor do retiro dos artistas tem uma interpretação curiosa, entre o desinteressado e o omisso e fica perambulando pelo set, mas ao menos deixa Maria Flor brilhar.
Jorge Loredo, o popular (e popularesco, no que isso tem de melhor), Zé Bonitinho, faz uma ponta muito bacana, e deixa antever que sim, poderia ser um ator dramático sem problema algum.
Não é um filme para os adoradores da Testosterona, muito menos para quem busca a pouca sutileza, mas vale apena ser assistido.
Descobri o filme por acaso, ontem a noite, no Cinemax, mas acho que dá para alugar em dvd.
É isso.
Ouvindo: Out Of Gray
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