Vampiros apaixonados, Harry Potter e outras esquisitices

J.K Rowling tem uma vantagem óbvia sobre Stephenie Meyer: O (mau) humor inglês. Seu Harry Potter é péssima literatura com senso de humor britânico, o que o torna no mínimo boa literatura ruim.

Já os vampiros aborrecidos de Meyer, são privados de sua essência predadora, são personagens domesticados, que servem para a autora desfilar conceitos falsamente românticos, já que o amor não é em hipótese alguma castrador, ao contrário é libertador em sua origem.

O tal de Edward além de não cumprir o que os vampiros (atenção, vampiros obviamente não existem no meu entendimento) são programados em seu DNA para fazer, que é predar, sugar e as vezes empalar suas vitimas, ainda tem uma espécie de voto de castidade.

Bella, um dos personagens mais chatos já criados por qualquer escritor em todos os tempos, vive uma tensão sexual constante, aliada ao medo de ser assassinada por seu amado. Aqui se tem um ótimo argumento absolutamente sub aproveitado pela incapacidade da autora em tornar seus personagens maduros (embora eu tenha sido informado e essa informação carece de afirmação e vai ficar sem já que não sou leitor deste tipo de bobagem e muito menos culturador de sua mitologia), quase 100 anos.

Rowling não disfarça o ocultismo contido em sua obra, deixa claro que flerta com o Demonio desde as primeiras frases da saga de Harry Potter, Já Meyer simplesmente tenta incutir a mensagem da abstinência sexual tão cara a direita conservadora Americana (leia-se Republicanos) de forma sutil, e nisso ela se perde, pois seus livros quando lido por pessoas adultas, maduras e emocionalmente estáveis soam absolutamente panfletários em sua essência, tentando (e muitas vezes conseguindo) incutir a ideia de que sexo nenhum é melhor que sexo responsável e saudável.

Óbvio que espero que minha filha não perca tempo lendo este livros ridículos e também espero que ela pratique a abstinência sexual até seu casamento, mas esse assunto será discutido com minha filha no momento oportuno sem ter que se criar uma alegoria qualquer para mostrar a ela o que eu quero dizer.

Meninas suspiram por Edward e o tomam como modelo de homem a ser seguido. Será frustrante em um primeiro momento para essas meninas perceberem que os meninos não são como esse vampiro mané e ainda bem por isso , os meninos da vida real tem defeitos e virtudes e vão se comportar como polvos quando descobrirem como beijar é gostoso.

Bem faria essa legião de adolescentes e infelizmente uma outra não menos numerosa de adultos se lessem literatura de verdade. Mas na comparação entre o bruxo do capeta (existe bruxo de Deus?) e o vampiro assexuado e que prefere não utilizar suas presas, a literatura ruim que vem do Reino Unido da de 10 a 0 na ruivinha de Connecticut. Ao menos Meyer é infinitamente mais bonita que Rowling que poderia ser irmão daquele personagem grandalhão (vou eu saber o nome de personagem de Harry Potter?) que ajuda o bruxo-Satã.

Outra esquisitice, essa sim bem bacana é Avatar. James Cameron acerta novamente (que novidade!) comum visual ao mesmo tempo luxuriante, tenso absolutamente único.

A última esquistice atende pelo nome de Jobson. Jogador duas vezes flagrado no exame anti dopping por uso de cocaína e se diz inocente. Ok, ele é inocente eu sou inocente, quem lê é inocente, Sadam Hussein era inocente.

É isso.

Ouvindo: Jars of Clay

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