Felicidade plena ou felicidade aos pedaços? Ou um post quase otimista

E quem disse que um pedaço de felicidade não é pleno? Quanto dura a fatia de um bolo de chocolate incrivelmente gostoso? O tempo da minha avidez por devora-lo certo? e nesses segundos eu sou plenamente realizado por ter comido algo maravilhosamente gostoso.

E o incrível sentimento de plenitude que sentimos ao ouvir Yo-yo Ma tocar? Dura até o fim da peça e nos acompanha por mais quanto tempo? Existe uma obrigação de duração para a fruição plena de algo?

Nossos filhos nos trazem alegria inigualável a cada pequeno gesto, a cada descoberta deles do mundo, mas mesmo eles podem nos trazer tristeza imensa com uma única palavra, um único gesto.

Corremos em busca de uma plenitude sem fim, de uma alegria, uma felicidade que se perpetue e neste mundo em que vivemos isso é uma quimera, uma utopia tão possível quanto dessalinizar a água do mar e te-la potável para todos a custo zero.

Já os momentos felizes esses sim estão ao toque de nossas mãos, pedindo para serem vividos de forma integral, sem reservas. Miramos no horizonte, queremos correr rumo ao por-do-Sol e as vezes passamos em desabalada carreira por um sorriso, um abraço, uma pessoa que está ao nosso lado pra nos fazer feliz aquele momento e aquele momento seria inesquecivel.

Nos refugiamos do contato com as pessoas,o real contato, criamos personagens, criamos barreiras, mostramos o pior de nós e nos lamentamos ao deitar por não termos sido felizes.

Acontece que a felicidade esta a nossa disposição, desde que contextualizemos nossas verdades, que aceitemos que não existe a felicidade sem fim nem muito menos a tristeza eterna.

A própria busca pelo melhor balanço nos poderia revelar verdades ocultas, pontos de vista ainda não explorados, caminhos que definitivamente precisam ser seguidos. Sem reservas, sem medos, sem arrependimentos.

Quando aceitamos nos expor, mostrar quem somos, conseguimos também descortinar quem é o outro e o que ele pode efetivamente oferecer ou não em pról de nossa felicidade e o que podemos também oferecer a ele.

Se tivermos coragem para nos desnudar jogar fora nossa mesquinhez, inveja, cobiça, ganancia, arrogância, hipocrisia e colocarmos no lugar, o amor, a compaixão, o apreço pelo outro, então talvez possamos comer mais e mais pedaços de felicidade.

sermos plenos de amor não é difícil, mesmo pessoas desajustadas como eu podem conseguir se realmente quiserem e o amor, no final, é tudo o que importa.

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