A menina eu
Uma noite dessas dormi. Na verdade, durmo todas as noites, mas nessa noite especifica, dormi e sonhei. E lembrei do sonho. Foi um sonho confuso e exatamente por este motivo revelador.
Uma menina de aproximadamente 4 anos que nada mais era do que eu mesmo, me levava pela mão. Posso dizer que para quem tem apenas 4 anos de idade ela era extremamente articulada, pois conversava comigo sobre fatos de minha vida e pontuava erros passados.
Essa menina eu, com um sorriso lindo e uma sabedoria que jamais vou ter me mostrou a vida que se desenrola por trás da vida. Me mostrou que minhas escolhas passada se as atuais também ajudaram e ajudam a moldar a forma de uma pessoa (eu) sem forma alguma.
Escolhas impulsivas, intempestivas, sem base lógica, sem raciocínio linear, apenas a emoção pura e simples.
Essa menina eu chorava em alguns momentos e quando eu achava que ela poderia se orgulhar de algum gesto que eu tive, ela me repreendia e me mostrava o egoísmo mais absoluto que existe em minha vida, a falta de compaixão travestida em amor ao próximo. Ela me mostrava como é fácil parecer uma pessoa que se preocupa e como muitas vezes eu exerci esse papel a perfeição exatamente para não ter que me preocupar.
A danadinha eu muito mais mordaz do que eu jamais serei, mostrou como eu sempre me defendi de tudo o que cheirasse minimamente a entrega, a emoção real. Como eu sempre manipulei meus sentimentos para chegar ao paroxismo de parecer não te-los. Mostou sem meias palavras como eu tantas vezes me fiz de inteligente, versado e na verdade mal entendia do que falava. Como eu simplesmente aceitei para mim mesmo o papel de "inadequado" quando na verdade o que mora em mim é um reacionário empedernido, um potencial membro da TFP.
Essa menina eu me reduziu a pó, quebrando meus conceitos a cerca de mim mesmo, mostrando o vazio, o rombo dentro da alma com a singeleza que só as grandes revelações possuem. E depois de me deixar estirado em um canto ela me deu a mão e me disse que nunca é tarde demais.
Nunca é tarde para amar, nunca é tarde para fazer o sonho virar realidade, nunca é tarde para nada que se queira realmente fazer. Ela me mostrou que inerte eu tenho estado por muitos anos, apenas aceitando as coisas sem questiona-las realmente, ou questionando da forma errada.
A menina eu me estendeu sua mão e me ofereceu ajuda. Me ofereceu sua sabedoria, que é um pouco minha também uma vez que a menina eu tem muito (ou tudo) de mim. Ela me conhece melhor que ninguém pois apenas de ter apenas 4 anos presumidos por mim mesmo esteve me observando por muito mais tempo e tem apontamentos interessantes ao meu respeito.
Com um olhar desapaixonado, a menina eu me ofereceu um raio x cruel porem real sobre que sou eu. Não gostei do que ela revelou, mas estou disposto a pegar em sua mão e caminhar, porque a menina eu é muito, muito inteligente e ponderada.
Na verdade essa menina eu, existe dentro de mim, luta desesperadamente para vir a tona e me tornar uma pessoas melhor, mas ser uma pessoa melhor é algo que eu não quero por hora, porque ser uma pessoa melhor significa renunciar a tudo o que de ruim eu posso vir a fazer e nesse momento não estou interessado.
Acho que ela virá me visitar mais vezes em sonhos, porque o território dela é esse e conversaremos mais e talvez, e eu disse apenas talvez, ela me convença a trilhar um caminho diferente.
Essa menina eu tinha os olhos verdes de minha infância, a doçura dos meus melhores anos e me fez sorrir em meio a dor de descobrir quem sou. A menina eu espera que eu perceba apenas que o que eu posso ser vai muito além do que eu de fato sou.
É isso.
Ouvindo: Radiohead
Uma menina de aproximadamente 4 anos que nada mais era do que eu mesmo, me levava pela mão. Posso dizer que para quem tem apenas 4 anos de idade ela era extremamente articulada, pois conversava comigo sobre fatos de minha vida e pontuava erros passados.
Essa menina eu, com um sorriso lindo e uma sabedoria que jamais vou ter me mostrou a vida que se desenrola por trás da vida. Me mostrou que minhas escolhas passada se as atuais também ajudaram e ajudam a moldar a forma de uma pessoa (eu) sem forma alguma.
Escolhas impulsivas, intempestivas, sem base lógica, sem raciocínio linear, apenas a emoção pura e simples.
Essa menina eu chorava em alguns momentos e quando eu achava que ela poderia se orgulhar de algum gesto que eu tive, ela me repreendia e me mostrava o egoísmo mais absoluto que existe em minha vida, a falta de compaixão travestida em amor ao próximo. Ela me mostrava como é fácil parecer uma pessoa que se preocupa e como muitas vezes eu exerci esse papel a perfeição exatamente para não ter que me preocupar.
A danadinha eu muito mais mordaz do que eu jamais serei, mostrou como eu sempre me defendi de tudo o que cheirasse minimamente a entrega, a emoção real. Como eu sempre manipulei meus sentimentos para chegar ao paroxismo de parecer não te-los. Mostou sem meias palavras como eu tantas vezes me fiz de inteligente, versado e na verdade mal entendia do que falava. Como eu simplesmente aceitei para mim mesmo o papel de "inadequado" quando na verdade o que mora em mim é um reacionário empedernido, um potencial membro da TFP.
Essa menina eu me reduziu a pó, quebrando meus conceitos a cerca de mim mesmo, mostrando o vazio, o rombo dentro da alma com a singeleza que só as grandes revelações possuem. E depois de me deixar estirado em um canto ela me deu a mão e me disse que nunca é tarde demais.
Nunca é tarde para amar, nunca é tarde para fazer o sonho virar realidade, nunca é tarde para nada que se queira realmente fazer. Ela me mostrou que inerte eu tenho estado por muitos anos, apenas aceitando as coisas sem questiona-las realmente, ou questionando da forma errada.
A menina eu me estendeu sua mão e me ofereceu ajuda. Me ofereceu sua sabedoria, que é um pouco minha também uma vez que a menina eu tem muito (ou tudo) de mim. Ela me conhece melhor que ninguém pois apenas de ter apenas 4 anos presumidos por mim mesmo esteve me observando por muito mais tempo e tem apontamentos interessantes ao meu respeito.
Com um olhar desapaixonado, a menina eu me ofereceu um raio x cruel porem real sobre que sou eu. Não gostei do que ela revelou, mas estou disposto a pegar em sua mão e caminhar, porque a menina eu é muito, muito inteligente e ponderada.
Na verdade essa menina eu, existe dentro de mim, luta desesperadamente para vir a tona e me tornar uma pessoas melhor, mas ser uma pessoa melhor é algo que eu não quero por hora, porque ser uma pessoa melhor significa renunciar a tudo o que de ruim eu posso vir a fazer e nesse momento não estou interessado.
Acho que ela virá me visitar mais vezes em sonhos, porque o território dela é esse e conversaremos mais e talvez, e eu disse apenas talvez, ela me convença a trilhar um caminho diferente.
Essa menina eu tinha os olhos verdes de minha infância, a doçura dos meus melhores anos e me fez sorrir em meio a dor de descobrir quem sou. A menina eu espera que eu perceba apenas que o que eu posso ser vai muito além do que eu de fato sou.
É isso.
Ouvindo: Radiohead
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