Onde vivem os monstros




Spike Jonze é sem dúvida alguma um dos melhores diretores de cinema que eu conheço. Faz poucos filmes, mas são tão bons, tão incrivelmente bons que você pode assisti-los várias vezes e ainda sim descobrirá novas nuances.

Onde vivem os monstros não foge ao "padrão Jonze" ou seja, é estranho, com uma edição estranha, com enquadramentos diferentes e absolutamente apaixonante.

Max, o protagonista é uma criança confusa, como quase todas são, mas tem uma sensibilidade extremamente aflorada, que incompreendido que é isola-se e cria um mundo apenas seu, onde tudo pode acontecer.

Em dado momento ele "embarca" para este mundo e descobre que mesmo a fantasia pode ter uma dose de angustia quase insuportável e que talvez viver a realidade seja mais negócio.

Descobre também que sua mãe, sua referência maior, sempre estará com ele, ainda que em forma de monstro, ainda que chegando quase que ao seu patamar para permitir a comunicação.

Os monstros vivem dentro de Max, e quando ele os liberta o confronto é inevitável. Ele teme ser devorado pelas suas emoções (os monstros), mas usando de mentiras e um bocado de fantasia, consegue domestica-los ao ponto em que tudo parece estar sobre o seu controle mais estrito.

Não está e talvez a maior lição do filme é que nunca estará, nem quando Max for um adulto sua vida estará totalmente em seu controle, porque coo ele aprende de forma dolorida, fatores externos nos pressionam o tempo todo e não nos deixam comandar nossa própria vida muitas vezes.

O filme é lindo, poético, vale a pena ser visto.

É isso.

Ouvindo: Jars of Clay

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