Meu amigo que eu sinto falta (o titulo é tosco, mas e dai?)
Não sou na verdade uma pessoa que se derrama em amores pela humanidade como um todo. Nem pela comunidade. Nem por meus colegas de trabalho. Nem mesmo pela minha família.
Algumas pessoas no entanto, pouquissimas, eu resolvi amar. E o meu amor é meio que sem medida, ou totalmente sem medida. Quando eu amo, talvez por amar poucas pessoas eu amo de forma desbragada, intensa, violenta, poética, trágica, enfim, o adjetivo que se queira dar.
Amo minha esposa, amo minha filha e amo meu amigo Daniel. Já falei dele aqui várias vezes, de como eu consegui deixar de ser seu amigo porque fiz cagadas homéricas e estas cagadas nos afastaram.
Acontece que eu sou assim. Faço cagadas o tempo todo. Seria melhor se eu não fizesse tantas cagadas, mas as faço e a despeito de tentar ser uma pessoa melhor dia a dia, ainda estou longe do ideal de pessoa que eu deveria ser.
Mas e dai também? Amigos não são exatamente pra isso? Olhar pra gente e entender nossas falhas? Perdoar nossos erros? As pessoas que eu amo, as amo não porque elas são bacanas, porque amar os bacaninhas da face da Terra é fácil demais, amar os simpáticos e simples, mas amar as pessoas pra mim e sobretudo entende-las e saber que elas vão falhar em algum momento.Ou em muitos momentos.
E, é claro que amigos não batem palmas para nossos erros e nem limpam nossas cagadas, mas amigos sobretudo nos olham com um olhar de compaixão, de entendimento, que as pessoas que não são tão chegadas a nós não teriam.
Amigos não julgam outro amigo pra consumo externo, amigos se defendem e no privado traçam rotas de correção uns para os outros. Amigos são cúmplices. Vivem situações comezinhas como se fossem acontecimentos únicos e fazem de acontecimentos únicos mais especiais ainda.
Amigos choram pelos amigos, confortam, dão risada juntos, ficam quieto ao lado do amigo apenas marcando presença, sabem a hora de falar e a hora de calar.
Amigos compreendem até a falta do amigo.
Uma vez, Daniel estava de volta de uma viagem ao Canada. Beleza. Ainda éramos muito ligados e fui ve-lo, feliz da vida. Ele trouxe lembrancinhas para a igreja inteira... Pessoas que nem eram amigos dele e tal. De quem ele esqueceu? É exatamente de mim... Mas enfim, apenas compreendi.
De outra feita, me deu um cd do Point Of Grace, Life, Love and Others Mysteries que ele tinha acabado de ganhar e que praticamente ninguém ainda tinha no Brasil. Simplesmente me deu, porque sabia o quanto eu curtia o som do POG.
Eu sei que fiz muitas besteiras (to ficando enojado de usar a expressão "cagadas") e nossa amizade degringolou. Eu sei que a culpa é basicamente minha. Assumo isso. Mas sei também que meu amor por meu amigo continua incólume, cristalino como sempre foi.
Não me envergonho de dizer que amo meu amigo, amo mesmo, de verdade e espero, talvez seja uma das coisas que eu mais espere, que um dia possamos restaurar nossa amizade, que possamos trocar abraços, que eu possa brincar com seu filho e ele com minha filha, que a gente fique jogando conversa fora, descobrindo musicas novas, dando risada juntos, mesmo que eu tenha 37 anos e ele 39 e não tenhamos mais 13 e 15 como quando éramos jovens, intensos e apaixonados pela vida.
Se eu pudesse compor uma música, seria sem dúvida sobre o valor da amizade e ela se chamaria "Balada para Daniel".
Essa música esta aqui apenas porque é uma das que descobrimos juntos e gostávamos pra cacete.
É isso.
Ouvindo: Al Denson
Algumas pessoas no entanto, pouquissimas, eu resolvi amar. E o meu amor é meio que sem medida, ou totalmente sem medida. Quando eu amo, talvez por amar poucas pessoas eu amo de forma desbragada, intensa, violenta, poética, trágica, enfim, o adjetivo que se queira dar.
Amo minha esposa, amo minha filha e amo meu amigo Daniel. Já falei dele aqui várias vezes, de como eu consegui deixar de ser seu amigo porque fiz cagadas homéricas e estas cagadas nos afastaram.
Acontece que eu sou assim. Faço cagadas o tempo todo. Seria melhor se eu não fizesse tantas cagadas, mas as faço e a despeito de tentar ser uma pessoa melhor dia a dia, ainda estou longe do ideal de pessoa que eu deveria ser.
Mas e dai também? Amigos não são exatamente pra isso? Olhar pra gente e entender nossas falhas? Perdoar nossos erros? As pessoas que eu amo, as amo não porque elas são bacanas, porque amar os bacaninhas da face da Terra é fácil demais, amar os simpáticos e simples, mas amar as pessoas pra mim e sobretudo entende-las e saber que elas vão falhar em algum momento.Ou em muitos momentos.
E, é claro que amigos não batem palmas para nossos erros e nem limpam nossas cagadas, mas amigos sobretudo nos olham com um olhar de compaixão, de entendimento, que as pessoas que não são tão chegadas a nós não teriam.
Amigos não julgam outro amigo pra consumo externo, amigos se defendem e no privado traçam rotas de correção uns para os outros. Amigos são cúmplices. Vivem situações comezinhas como se fossem acontecimentos únicos e fazem de acontecimentos únicos mais especiais ainda.
Amigos choram pelos amigos, confortam, dão risada juntos, ficam quieto ao lado do amigo apenas marcando presença, sabem a hora de falar e a hora de calar.
Amigos compreendem até a falta do amigo.
Uma vez, Daniel estava de volta de uma viagem ao Canada. Beleza. Ainda éramos muito ligados e fui ve-lo, feliz da vida. Ele trouxe lembrancinhas para a igreja inteira... Pessoas que nem eram amigos dele e tal. De quem ele esqueceu? É exatamente de mim... Mas enfim, apenas compreendi.
De outra feita, me deu um cd do Point Of Grace, Life, Love and Others Mysteries que ele tinha acabado de ganhar e que praticamente ninguém ainda tinha no Brasil. Simplesmente me deu, porque sabia o quanto eu curtia o som do POG.
Eu sei que fiz muitas besteiras (to ficando enojado de usar a expressão "cagadas") e nossa amizade degringolou. Eu sei que a culpa é basicamente minha. Assumo isso. Mas sei também que meu amor por meu amigo continua incólume, cristalino como sempre foi.
Não me envergonho de dizer que amo meu amigo, amo mesmo, de verdade e espero, talvez seja uma das coisas que eu mais espere, que um dia possamos restaurar nossa amizade, que possamos trocar abraços, que eu possa brincar com seu filho e ele com minha filha, que a gente fique jogando conversa fora, descobrindo musicas novas, dando risada juntos, mesmo que eu tenha 37 anos e ele 39 e não tenhamos mais 13 e 15 como quando éramos jovens, intensos e apaixonados pela vida.
Se eu pudesse compor uma música, seria sem dúvida sobre o valor da amizade e ela se chamaria "Balada para Daniel".
Essa música esta aqui apenas porque é uma das que descobrimos juntos e gostávamos pra cacete.
É isso.
Ouvindo: Al Denson
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