A liga

A tv aberta brasileira é um poço de nulidades que parece não ter fim. Telejornais como os da rede record vivem para exaltar os feitos da igreja que comanda a emissora e falar mal de adversários. Novelas da globo servem para propagar a ideia de que o adultério e outras praticas condenáveis são totalmente justificáveis em nome do "amor" e que a vida é aqui e agora, o futuro que se exploda. O SBT é o que Sivio Santos quer que ele seja, uma tv ruim que vive de reprisar chaves e outras tolices. As outras emissoras são irrelevantes e alugam seus horários a pastores, canais de vendas e para seus donos brincarem de apresentador (sem a menor noção do ridículo, diga-se passagem. O que é aquele careca ao lado da Luciana Jagg... ops, Gimenez falando estultices aos borbotões?)

Neste cenário tosco e deplorável a rede bandeirantes a despeito de seu "show da fé" kkkk e a madrugada do Silas Malafaia, (que deve fazer Deus usar protetores de ouvidos) tem colocado programas acima do razoável em sua programação.

CQC em que pese alguns excessos de sua produção e apresentadores é de longe o melhor programa da tv brasileira e ontem estreiou o segundo: o excelente "A LIGA".

Tratando de um tema absolutamente espinhoso, moradores de rua, foi imparcial, não descambou para a emoção barata que sbt,. record e correlatos apelariam e mostrou a situação deplorável de uma população simplesmente esquecida por nós brasileiros: Os sem casa, sem sonhos, sem vida.

Sim, sem vida, pois ter o rosto cuspido apenas por ser morador de rua te tira a ideia de "vida" e substitui por uma de sobrevivência pura e simples.

Os apresentadores foram absolutamente competentes em mostrar as mazelas deste povo sofrido sem querer manipular sentimentos e emoções, com destaque para Thaide, que tratou seus entrevistados como iguais e com eles dividiu um jantar na rua.

Não cabem aqui divagações sociológicas sobre o porque essas pessoas estão na rua, mas cabe uma ligeira reflexão: Por que deixamos que essas pessoas seja invisíveis? Por que não damos um pouco do pouco que temos? Não digo dar algo material, mas apoio mesmo, conversar, colocar-se como igual, porque somos iguais. Apenas temos um teto, um carro, comida sobre a mesa, um netbook para escrever bobgens que ninguém lerá, mas na essência, somos todos IGUAIS.

É isso.

P.S Ironico que a produtora dos dois melhores programas nacionais seja ARGENTINA!!!! Que vergonha!

Ouvindo: Minha eterna musa Cindy Morgan em seu mais inspirado álbum o espetacular The Loving Kind

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