Uma frase marcante

Ontem, vendo o CQC vi a chamada para o programa que estreia hoje a noite na Band as 22:15 na Band, chamado "A Liga". Quatro apresentadores vão mostrar ao que parece quatro visões distintas sobre um mesmo tema. No programa de estreia, o tema abordado será: Moradores de rua.

Num determinado momento da chamada uma moradora de rua diz "Não queria ser olhada como a um cachorro, não queria ver meus filhos chorando de fome a dia todo".

Ser olhado como a um cachorro é no contexto que a frase foi colocada, uma das coisas mais dilacerantes que já ouvi, pois pessoas são pessoas e tem que ter a sua dignidade preservada. E mesmo que não se tenha o mínimo de afeto por alguém que fede, anda mal trapilho, usa drogas pra aplacar a solidão e a tristeza e eventualmente comete pequenos furtos para sobreviver, podemos sim ter um olhar digno para com essas pessoas.

Eu não tenho a menos dúvida que salvo raríssimas excessões ninguém mora na rua e passa privações porque quer. Não cabe a mim ou a quem quer que seja o papel de juiz da vida alheia que vai dizer ou teorizar sobre motivos que levaram as pessoas por descaminhos que terminaram nos bancos de uma praça.

O fato é que negar o alimento, um banheiro para se fazer suas necessidades, olhar com desprezo, zombar e sentir-se superior a esta pessoas em nada vai ajuda-las, mas revela uma faceta tão cruel como indiferente de cada um de nós quando fazemos isso.

Claro que muitas vezes fazemos sem nem notar, mas isso também revela o grau de indiferença com o qual vivemos nossa vida, o individualismo exarcebado nos torna pessoas piores, que não exercitam a compaixão e simplesmente deixamos de fazer pequenos gestos que poderiam fazer a diferença na vida de pessoas que precisam de uma palavra de conforto tanto quanto necessitam da ajuda material.

Pessoas sem perspectivas, sem um teto sem abrigo, sem amparo do estado, poderiam ter eventualmente por cada um de nós suas necessidades supridas, suas demanda atendidas e sentiren-se
pessoas novamente, ainda que sem um teto ou comida de forma regular.

Quando viramos as costas para pessoas necessitadas, pessoas que precisam de nosso auxilio, estamos virando as costa para Jesus,que é quem nos da as forças para sermos ou termos o mínimo do indispensavel em nossas vidas. Só quem não tem o alimento sabe como isso pode ser excruciante, aviltante da dignidade e da moral humana e pequenos gestos, gestos desinteressados, gestos humanos, poderiam ajudar pessoas a sofrerem menos.

O que eu tenho feito nesse sentido?

É isso.

Ouvindo: Reflexões primeiro álbum de Debora Duarte

Comentários

Postagens mais visitadas