Toy Story 3

Assistir Toy Story 3 é no mínimo reconfortante. Quando eu penso que o cinema caminha para a total falta de interesse com suas fórmulas prontas e atores (?) tacanhos e sem brilho, os bonequinhos adoráveis criados pela Pixar vem salvar o dia.

Antes de mais nada é preciso que se diga que Toy Story é desde de o seu primeiro episódio uma saga sobre a amizade, a lealdade, o companheirismo entre outros bons sentimentos. Vivemos uma época em que ter bons sentimentos parece ser algo errado, que envergonha as pessoas, e um blockbuster como Toy Story reafirmar que sentimentos como esses ainda valem a pena é simplesmente emocionante.

Andy, o dono dos brinquedos é no mínimo uma criança (aqui um jovem) aborrecido. É sintomático que ele tenha uma participação apagada e até mesmo dispensável no longa. Quem brilha aqui, como nos outros dois são os brinquedos que tem sentimentos tão reais e são tão enraizados em suas convicções que parecem ser mais humanos que muitos de nós.

Woody não se afasta nem por um milímetro de sua afeição por Andy, independente do menino ter crescido e não ter mais tempo para ele, ele se sente como o "brinquedo" do Andy e nada mais importa além de lhe devotar incondional amor e afeto.

Nessa jornada ele faz com que os outros brinquedos seja impregnados por esse sentimento, ainda que no inicio do filme fique claro que eles apenas desejam apenas cada um salvar a sua própria pele (de plástico, mas pele) e a insistência de Woody em não apenas falar, mas provar que Andy gosta deles (o que é altamente questionável) ultrapassa os limites do comovente.

Enfim, não da pra contar o que é o filme, mas Toy Story 3 é sem dúvida a prova de que bons sentimentos ainda tem vez na industria do entreterimento ainda que este espaço seja cada vez menor.

É isso.

Ouvindo: Jars of Clay

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