Uma noticia espantosa, positivamente espantosa
Leio com espanto, alegria e principalmente orgulho (sim, orgulho) que o Cel P.M Álvaro Camilo, que vem a ser nada menos que o comandante da Policia militar do Estado de São Paulo, escreveu uma carta de próprio punho e a enviou a mãe de uma das vitimas de sua corporação.
Relembrando rapidamente: Em Abril deste ano, o motoboy Eduardo dos Santos então com 30 anos, foi espancado até a morte em frente a sua residência por nove (isso mesmo, NOVE!) policiais militares.
Qual seu crime? Ser motoboy muito provavelmente.
A policia de São Paulo tem em suas fileiras homens que não poderiam jamais envergar uma farda. Mas isso ocorre em igual proporção na policia de Nova York, Tókio, Cidade do México e qualquer outra megalópole. O que nos diferencia para pior é a leniencia com que casos como estes são tratados, como se fossem algo comum (nunca, jamais um brutal assassinato como este será), e a vida segue para estes bandidos de farda que simplesmente ignoram a dor da perda que causaram a famílias enlutadas.
Não sou ingênuo. Sei muito bem que esses policiais ganham mal, são mal treinados, estão em desvantagem quando o assunto é armamento em relação aos marginais, mas sei também que eles sabem perfeitamente que ao ingressar na força policial será esse o panorama encontrado.
Existe sim (ou deveria existir ao menos) uma dose de idealismo ao se engressar em alguma profissão. Professores, médicos, policiais, deveriam ser heróis modernos, mas muitas vezes se comportam como nosso pior inimigo. Seja o professor que prefere a greve ao debate, o médico que mercenário por definição atende mal seus pacientes e o policial militar que aterroriza a população que deveria proteger. Quando esses profisisonais tomam este caminho, a população se fragiliza, as instituições ficam mais fracas, nossas crianças perdem sua referencia e tudo mais desmorona como um castelo de areia.
Exatamente por este motivo que acho digno de nota quando o comandante geral da policia resolve escrever DO PRÓPRIO PUNHO um pedido de desculpas em que reconhece o erro de seus comandados e embora ele mesmo não possa ser responsabilizado pelo ato em si, sabe que sim, tem responsabilidade pelo simples fato de que estes marginais encontraram abrigo em sua corporação.
Fica aqui meu muito obrigado ao Cel Álvaro por sua atitude que enche de orgulho este humilde cidadão Paulistano que sente orgulho de se-lo e nesses raros momentos sente ainda mais!
É isso.
Ouvindo: Debora Duarte
Relembrando rapidamente: Em Abril deste ano, o motoboy Eduardo dos Santos então com 30 anos, foi espancado até a morte em frente a sua residência por nove (isso mesmo, NOVE!) policiais militares.
Qual seu crime? Ser motoboy muito provavelmente.
A policia de São Paulo tem em suas fileiras homens que não poderiam jamais envergar uma farda. Mas isso ocorre em igual proporção na policia de Nova York, Tókio, Cidade do México e qualquer outra megalópole. O que nos diferencia para pior é a leniencia com que casos como estes são tratados, como se fossem algo comum (nunca, jamais um brutal assassinato como este será), e a vida segue para estes bandidos de farda que simplesmente ignoram a dor da perda que causaram a famílias enlutadas.
Não sou ingênuo. Sei muito bem que esses policiais ganham mal, são mal treinados, estão em desvantagem quando o assunto é armamento em relação aos marginais, mas sei também que eles sabem perfeitamente que ao ingressar na força policial será esse o panorama encontrado.
Existe sim (ou deveria existir ao menos) uma dose de idealismo ao se engressar em alguma profissão. Professores, médicos, policiais, deveriam ser heróis modernos, mas muitas vezes se comportam como nosso pior inimigo. Seja o professor que prefere a greve ao debate, o médico que mercenário por definição atende mal seus pacientes e o policial militar que aterroriza a população que deveria proteger. Quando esses profisisonais tomam este caminho, a população se fragiliza, as instituições ficam mais fracas, nossas crianças perdem sua referencia e tudo mais desmorona como um castelo de areia.
Exatamente por este motivo que acho digno de nota quando o comandante geral da policia resolve escrever DO PRÓPRIO PUNHO um pedido de desculpas em que reconhece o erro de seus comandados e embora ele mesmo não possa ser responsabilizado pelo ato em si, sabe que sim, tem responsabilidade pelo simples fato de que estes marginais encontraram abrigo em sua corporação.
Fica aqui meu muito obrigado ao Cel Álvaro por sua atitude que enche de orgulho este humilde cidadão Paulistano que sente orgulho de se-lo e nesses raros momentos sente ainda mais!
É isso.
Ouvindo: Debora Duarte
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