Sobre a elegância (que eu não tenho)

Falo sobre a elegância da escrita. Se me fosse concedido um desejo por algum gênio da lâmpada certamente eu pediria para escrever de forma elegante e fluente. Várias vezes pensei em parar de escrever aqui, mas como ninguém le, ao menos tenho o consolo do anonimato.

Eu realmente queria escrever textos de que me orgulhasse, que eu soubesse imediatamente que quem os lesse entenderia de forma inequívoca o que quis comunicar, mas sei que minhas idéias tropeçam nas palavras e ficam caídas pelo caminho e isso faz com que meus textos sejam truncados, sem muito sentido aparente.

Talvez se neste espaço eu simplesmente escrevesse sobre apenas um ou outro assunto, conseguisse organizar minhas ideias, mas escrevo sobre o que me da na telha e isso me faz ser e ter um texto absolutamente caótico sem um norte sem a elegância que eu gostaria.

Alguns escritores simplesmente escrevem e pronto, o texto sai macio, suave, lindo, inteligível, bonito de se ler, uma obra de arte enfim. Eu com muito esforço apenas escrevo um amontoado de palavras meio ocas, que se confundem e se rebatem remetendo o que foi escrito a lugares completamente diferentes de onde eu pretendia que o leitor fosse e fico angustiado cada vez que termino algo que estou escrevendo.

Não existe para mim ao menos, nada mais lindo, elegante doque conseguir exprimir nossas ideias via escrita. Queria por um instante apenas ter o talento de Edgad Alan Poe, Gore Vidal Jorge Luís Borges e mais alguns poucos afortunados mas consigo ser pior que os Paulo Coelhos que pululam na literatura hoje em dia.

O que mais me afronta nisso tudo é que escrever para mim tem muito a ver com o nosso intelecto. Se ele é desenvolvido ao extremo isso se reflete em nossas palavras escritas se ele é mais atrofiadinho, vamos soltar textos medíocres e eu, que admiro pessoas que tem esse desenvolvimento intelectual, tenho que admitir com enorme tristeza que tenho um intelecto muito pouco desenvolvido.

Enfim, queria apenas uma vez ter a capacidade de escrever algo que não me envergonhasse, que realmente me orgulhasse e me fizesse perceber que sim, ao menos nessa única vez eu fui alguém.

É isso.

Ouvindo: Newsboys, Born Again
Ounvindo

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