Eu queria ter sido escritor, isso me frustra

Eu poderia ter sido astronauta. Poderia ter entrado no programa da NASA, me tornado astrofisico e fazer coisas realmente relevantes para a humanidade.

Poderia ter sido um músico de sucesso também. Daqueles que escrevem arranjos memoraveis, músicas que emocionam, poderia ter feito muita coisa nessa área. Poderia ter sido médico. Poderia ter sido paleontólogo, politico, poderia até ter sido piloto de avião...

Sou corretor de imóveis afinal. Ou consultor imobiliario a definição pouco importa a função é a mesma, vender sonhos em forma de paredes, teto, piso, tudo o que compõe uma casa ou apto.

O que isso diz de mim? Nada. Amo minha profissão, mas isso nada diz sobre mim. As coisas realmente relevantes que eu poderia ter feito em nada tem haver com a porfissão que sigo ou poderia ter seguido, tem a ver com minhas escolhas pessoais. Se eu fosse um astronauta, o que me impediria de ser angustiado? Ansioso? Maluco?

Eu poderia ter sido qualquer coisa que eu quisesse em minha vida menos o que eu realmente queria ter sido: Escritor.

Não tenho competência para escrever algo que preste, que prenda a atenção das pessoas e mais que isso que as faça prender a respiração, que as emocione, as encorage... Esse exercício tolo aqui neste espaço é apenas escrita de quinta categoria e sei disso. Não me dou bem com a lingua portuguesa, não tenho inteligência o suficiente para tornar minhas idéias em algo com fluência e elegância suficientes para que valha a pena perder tempo com elas.

Me angustia ler um bom texto. Me entristece profundamente não ter o timing, a senssibilidade de escrever algo realmente bom. Tenho pensado sériamente em encerrar este blog, porque por mais que eu tente nunca consegui produzir um único paragrafo que não contivesse erros de portugês, ideias mediocres colocadas de forma idem, repetição incessante de palavras, que alem de demonstrar vocabulario pobre mostram incompetência pura e simples.

Quando leio Edgard Allan Poe, tenho vontade de que um corvo venha e coma meus olhos e meus dedos das mãos para que eu nunca mais ouse escrever. Se eu leio Gore Vidal, melhor que o corvo coma a minha massa encefálica me impedindo de pensar. Eu tento, eu tento muito, eu tento o tempo todo e não conseguido produzir uma linha que preste, que tenha sentimento genuino que alguém leia e fale "Ei, que bacana!" nada, só um amontoado oco de palavras que fazem Paulo Coelho parecer Neruda.

Talvez seja melhor parar de escrever de vez, me conformar e ler cada vez mais, pois a leitura me conforta, me faz viajar e desvia meus pensamentos de minha própria incapacidade.

É isso.

Ouvindo: Cindy Morgan no excelente Under The Waterfall

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