Eu, a cocaina e porque disse não (e porque não julgo ninguém)
Escrevo este post sentado no plantão de vendas do empreendimento que estou vendendo em Tamboré. Com fones de ouvido ouço o DVD de Amy Grant, logo depois vou ouvir o do Commissioned. Tudo dentro dos conformes para os meus padrões. Tudo natural.
Odeio drogas. Sem nunca ter utilizado qualquer tipo de aditivo quimico, sei que não preciso deles. Mas para uma pessoa com meu histórico familiar, de amizades que construi, lugares que frequentei e frequento, interesses naturais é fácil e esperado que eu odeie as drogas. Como é esperado que eu ame Tim Maia um notório usuário das mesmas, afinal sou totalmente livre de julgamentos.
Já tive oportunidades claras de usar drogas, especificamente cocaína. Em determinado momento da minha vida, uma carreira foi estendida bem a minha frente para meu uso e ao ver aquele pó branco e dois amigos meus aceleradissímos mega excitados com a chegada do momento de usa-las refleti sobre o porque estava mais uma vez falando não.
Sempre fui aberto a novas experiências, sempre quis experimentar o novo, o diferente, sempre admirei pessoas que não vão com a manada, que pensam por si só sem medo de expressar sua opinião e ali a minha frente, estava a oportunidade de fazer algo inusitado. Por que não afinal?
É ridiculo falar que droga não presta. Ridiculo e hipócrita. Toleramos o alcool e na verdade boa parcela da sociedade incentiva o seu consumo até mesmo por menores de idade como algo que tornará os meninos homens masculos perante seus pais e namoradas e as meninas mais corajosas para interagir com esse little super man etilico que se apresenta a sua frente.
Esquecemos que a utilização do alcool abre as portas para a utilização de outras drogas e isso não é uma falácia é algo real e comprovado por pesquisas conduzidas por gente séria. Mas enfim, droga é prejudicial, como alcool em excesso pizza em excesso mas seu uso traz prazeres óbvios.
No momento em que vi aquele carreira me esperando percebi que se usasse uma vez, usaria para sempre, enquanto houvesse pó e meu nariz continuasse fixado em meu rosto eu a usaria. Porisso disse não. E não me arrependo.
E também porisso não julgo usuarios de drogas sejam elas quais forem. Acho triste e revoltante a inércia de nosso estado (assim mesmo com minuscula) em elaborar campanhas que inibam o uso de entorpecentes e sua leniência com o tráfico que recruta inocentes para suas fileiras, inocentes esses que logo morrerão em confrontos inuteis com a policia ou mesmo de overdose.
Um passeio pela cracolândia em SP além de revirar o estomago de qualquer pessoa minimamente consciente é também didatico sobre a inutilizade de qualquer tipo de julgamento sobre motivações, desejos ou (des)caminhos que levaram os úsuarios ali a tão degradante vida.
Eles matam, roubam, ficam sem comer, fazem qualquer coisa por uma pedra, uma carreira por uma erva e sem levar em conta históricos familiares de vida e mesmo tendências généticas é ridiculo, inútil e mesmo vil julgar essa mentes atormentadas.
Eu disse não, um pouco por uma sensata covardia, um pouco por arrogância ao me sentir melhor que meus amigos viciados um muito porque ainda tenho traços de Deus em meu coração que falm fundo em minha mente, mas isso não me faz melhor do que o coitado que mendinga e rouba por uma pedra de crack.
Menos julgamento, mais compaixão e uma atitude séria do estado e da sociedade cívil poderia mudar essa história. Amor, bondade, equilibrio, bom senso poderiam ser mais efetivos que julgamentos vazios e campanhas governamentais idem.
É isso.
Ouvindo: Amy, minha doce Amy Grant
Odeio drogas. Sem nunca ter utilizado qualquer tipo de aditivo quimico, sei que não preciso deles. Mas para uma pessoa com meu histórico familiar, de amizades que construi, lugares que frequentei e frequento, interesses naturais é fácil e esperado que eu odeie as drogas. Como é esperado que eu ame Tim Maia um notório usuário das mesmas, afinal sou totalmente livre de julgamentos.
Já tive oportunidades claras de usar drogas, especificamente cocaína. Em determinado momento da minha vida, uma carreira foi estendida bem a minha frente para meu uso e ao ver aquele pó branco e dois amigos meus aceleradissímos mega excitados com a chegada do momento de usa-las refleti sobre o porque estava mais uma vez falando não.
Sempre fui aberto a novas experiências, sempre quis experimentar o novo, o diferente, sempre admirei pessoas que não vão com a manada, que pensam por si só sem medo de expressar sua opinião e ali a minha frente, estava a oportunidade de fazer algo inusitado. Por que não afinal?
É ridiculo falar que droga não presta. Ridiculo e hipócrita. Toleramos o alcool e na verdade boa parcela da sociedade incentiva o seu consumo até mesmo por menores de idade como algo que tornará os meninos homens masculos perante seus pais e namoradas e as meninas mais corajosas para interagir com esse little super man etilico que se apresenta a sua frente.
Esquecemos que a utilização do alcool abre as portas para a utilização de outras drogas e isso não é uma falácia é algo real e comprovado por pesquisas conduzidas por gente séria. Mas enfim, droga é prejudicial, como alcool em excesso pizza em excesso mas seu uso traz prazeres óbvios.
No momento em que vi aquele carreira me esperando percebi que se usasse uma vez, usaria para sempre, enquanto houvesse pó e meu nariz continuasse fixado em meu rosto eu a usaria. Porisso disse não. E não me arrependo.
E também porisso não julgo usuarios de drogas sejam elas quais forem. Acho triste e revoltante a inércia de nosso estado (assim mesmo com minuscula) em elaborar campanhas que inibam o uso de entorpecentes e sua leniência com o tráfico que recruta inocentes para suas fileiras, inocentes esses que logo morrerão em confrontos inuteis com a policia ou mesmo de overdose.
Um passeio pela cracolândia em SP além de revirar o estomago de qualquer pessoa minimamente consciente é também didatico sobre a inutilizade de qualquer tipo de julgamento sobre motivações, desejos ou (des)caminhos que levaram os úsuarios ali a tão degradante vida.
Eles matam, roubam, ficam sem comer, fazem qualquer coisa por uma pedra, uma carreira por uma erva e sem levar em conta históricos familiares de vida e mesmo tendências généticas é ridiculo, inútil e mesmo vil julgar essa mentes atormentadas.
Eu disse não, um pouco por uma sensata covardia, um pouco por arrogância ao me sentir melhor que meus amigos viciados um muito porque ainda tenho traços de Deus em meu coração que falm fundo em minha mente, mas isso não me faz melhor do que o coitado que mendinga e rouba por uma pedra de crack.
Menos julgamento, mais compaixão e uma atitude séria do estado e da sociedade cívil poderia mudar essa história. Amor, bondade, equilibrio, bom senso poderiam ser mais efetivos que julgamentos vazios e campanhas governamentais idem.
É isso.
Ouvindo: Amy, minha doce Amy Grant
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