Onde estão os "Idolos"?

Um programa como Idolos, ou American Idol, ou Astros, ou QST, tem realmente o poder de revelar algum "idolo"?

Provavelmente a resposta é não! Artistas talentosos existem aos borbotões e a música brasileira é especialmente abençoada com o talento de tantos e tantos cantores e compositores.

Tim Maia, Jorge Benjor, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Mutantes, Lulu Santos, Titãs, Paralamas do Sucesso, Sepultura, Lobão, Guilherme Arantes, Fábio, Elis Regina, Maria Rita, a lista é simplesmente interminável, gigantesca mesmo.

Muitos dos melhores cantores e compositores brasileiros se tornaram conhecidos e admirados nos festivais dos anos 60 e 70 isso é um fato, mas o formato era outro, não haviam amadores, não tinha espaço para o humor sem graça dos programas de hoje e os jurados efetivamente entendiam de música e não eram influenciados pela moda, ou qualquer outro tipo de tendência.

Artistas construiram carreiras na base da ralação, apresentando-se em lugares obscuros, cavando seu espaço na marra e firmando seu nome no cenário musical brasileiro no peito e na raça.

A história de Tim Maia, Lobão, Sandra de Sá e tantos outros mostra que o talento, quando existe, aparece. Formulas prontas, marqueteiros e outrso artificios podem até dar um start mas não firmam artistas sem talento real.

Fantasia Barrino vencedora de uma das edições do American Idol, vendeu mais de 2.000.000 de seu primeiro cd. Bacana. Ma e o segundo? e o terceiro então? E Kelly Clarkson? E pior Tailor Hicks, virou cantor de produções menores na Broadway.

E os vencedores brasileiros então? Despontaram direto para o anonimato. Quem lembra o nome de algum vencedor do Idolos brasileiro? Ou sabe cantar alguma música que ele tenha gravado?

A verdade nua e crua é que este tipo de programa serve apenas para turbinar a audiência das emissoras que os veiculam, mas são praticamente nulos em proporcionar novidades interessantes para o mercado fonográfico.

É clara a busca pelos jurados destes programas por candidatos que ja se encaixem em algum perfil já em voga no meio, a ousadia artistica é sutilmente desencorajada e some-se a isso o fato de que o mercado brasileiro não é nem sombra do americaod em termos de vendas, o resultado são cantores que simplesmente somem seis meses depois de terem sido lançados.

Programas como estes são ótima diversão descompromissada para quem assiste e também para quem participa de certo modo, mas jamais serão reveladores de talentos reais que podem escrever uma história na música de nosso país.

É isso.

Ouvindo: Sandra de Sá

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