Morreu um icone de nossa cultura contemporânea, morreu Lacraia
Obrigado, Lacraia. Antes de mais nada, é o que tenho que lhe dizer,antes de mais nada, obrigado!
Marco Aurélio Silva da Rosa, a mulher aprisionada em um corpo masculino também conhecida como Lacraia, morreu no dia de ontem, vitima de "doença cronica" não divulgada pela familia. Morreu com ela no entanto um pedaço de nossa cultura e por que não dizer de nossa identidade nacional contemporânea.
Lacraia, em que pese seus gestos largos e afetados era a alegria em pessoa. No universo mega disputado do Funk, esse estilo que bem nos define como povo, Lacraia se sobressaia. Suas performances embalavam as músicas do grande poeta MC Serginho, que com delicadeza impar nos fazia viajar nos versos muito bem construidos de gemas culturais como "Vai Lacraia, Vai Lacraia" e Principalmente a insuperável "Éguinha Pocotó".
Confesso que meu primeiro contato com a música Éguinha Pocotó foi no minimo impactante, aqueles versos tão bem construidos, aquela métrica perfeita, a quanto tempo a cena musical brasileira não mostrava algo tão criativo e tão bom? Mas ai, como que complementando a obra de arte musical, ela surgiu dançando e hipnotizando as massas com seus gestos incrivelmente sincronizados com a música, Lacraia dominou a atenção.
Infelizmente o Brasil tem o histórico de tratar mal seus Idolos, e Lacraia ultimamente andava esquecida, triste e doente, mas nunca perdeu a dignidade e principalmente nunca lhe tirarão o posto de Diva da música/dança popular brasileira.
Lacraia dançava e o Brasil se alegrava isso é um fato. Claro que rir de tudo é desespero Mas Lacraia pairava acima de considerações pseudo intelectuais como essa. Lacraia, assim como outro icone cultural moderno a opulenta e um tanto obesa Mulher Melancia, não se encaixava em rótulos fáceis, sendo antes um produto único de nossa pujente e altamente comprometida com a cultura nacional indústria fonográfica.
Morre cedo para viver sempre em nossos corações e descançar nossos ouvidos. Mc Serginho que nos ultimos anos seguia seu caminho sem nossa grande dançarina, certamente encontrará uma nova perceria de estripulias musicais, alguém que com graça e beleza dará forma visual a suas músicas nada menos que inspiradas e inspiradoras.
Enquanto isso não ocorre, podemos nos deliciar com os grandes MC Catra, Mulher Morango, Taty Quebra Barraco, Perlla, Belo, Dj Marlboro (esse sempre contrariando a idéia de que cigarro faz mal a saúde, mal memso fazem suas "coletâneas") e tantos outros astros que divulgam esse genuino instrumento de divulgação cultural brasileiro, a música Funk.
Lacraia, seu legado, sua história, deve ser preservado e divulgado para as futuras gerações, evitando assim que se perca nas brumas do tempo algo tão singular.
É isso.
Ouvindo: Éguinha Pocotó, uma música tão bela, mas tão bela, que me faz vontade de me juntar a Bin Laden no fundo do mar.
Marco Aurélio Silva da Rosa, a mulher aprisionada em um corpo masculino também conhecida como Lacraia, morreu no dia de ontem, vitima de "doença cronica" não divulgada pela familia. Morreu com ela no entanto um pedaço de nossa cultura e por que não dizer de nossa identidade nacional contemporânea.
Lacraia, em que pese seus gestos largos e afetados era a alegria em pessoa. No universo mega disputado do Funk, esse estilo que bem nos define como povo, Lacraia se sobressaia. Suas performances embalavam as músicas do grande poeta MC Serginho, que com delicadeza impar nos fazia viajar nos versos muito bem construidos de gemas culturais como "Vai Lacraia, Vai Lacraia" e Principalmente a insuperável "Éguinha Pocotó".
Confesso que meu primeiro contato com a música Éguinha Pocotó foi no minimo impactante, aqueles versos tão bem construidos, aquela métrica perfeita, a quanto tempo a cena musical brasileira não mostrava algo tão criativo e tão bom? Mas ai, como que complementando a obra de arte musical, ela surgiu dançando e hipnotizando as massas com seus gestos incrivelmente sincronizados com a música, Lacraia dominou a atenção.
Infelizmente o Brasil tem o histórico de tratar mal seus Idolos, e Lacraia ultimamente andava esquecida, triste e doente, mas nunca perdeu a dignidade e principalmente nunca lhe tirarão o posto de Diva da música/dança popular brasileira.
Lacraia dançava e o Brasil se alegrava isso é um fato. Claro que rir de tudo é desespero Mas Lacraia pairava acima de considerações pseudo intelectuais como essa. Lacraia, assim como outro icone cultural moderno a opulenta e um tanto obesa Mulher Melancia, não se encaixava em rótulos fáceis, sendo antes um produto único de nossa pujente e altamente comprometida com a cultura nacional indústria fonográfica.
Morre cedo para viver sempre em nossos corações e descançar nossos ouvidos. Mc Serginho que nos ultimos anos seguia seu caminho sem nossa grande dançarina, certamente encontrará uma nova perceria de estripulias musicais, alguém que com graça e beleza dará forma visual a suas músicas nada menos que inspiradas e inspiradoras.
Enquanto isso não ocorre, podemos nos deliciar com os grandes MC Catra, Mulher Morango, Taty Quebra Barraco, Perlla, Belo, Dj Marlboro (esse sempre contrariando a idéia de que cigarro faz mal a saúde, mal memso fazem suas "coletâneas") e tantos outros astros que divulgam esse genuino instrumento de divulgação cultural brasileiro, a música Funk.
Lacraia, seu legado, sua história, deve ser preservado e divulgado para as futuras gerações, evitando assim que se perca nas brumas do tempo algo tão singular.
É isso.
Ouvindo: Éguinha Pocotó, uma música tão bela, mas tão bela, que me faz vontade de me juntar a Bin Laden no fundo do mar.
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