Um encontro com a morte
Minha vizinha faleceu ontem. Não uma morte abrupta, mas uma morte lenta, agonizante e sobretudo anunciada. Ela tinha cancer, em estado de metastase, tomando seu corpo e ontem quando chegamos ao hospital por volta das 22:00 horas, porque ela queria ver minha esposa de qualquer forma, o que vi foi triste, mas revelador.
Uma senhora de 59 anos, outrora vaidosa, dona de si, estava totalmente entubada, colocando suas fezes pelo nariz (via um tubo, claro) e clamando por sua mãe (ainda viva). Sintia, ficou alguns minutos, poism mais do que isso não era possível e nem permitido. Lhe fez carinho, falou com ela e segurou o seu choro. Eu, apenas fui a uma sala de espera e folheei revistas sem nada ler e muito menos entender.
A imagem ainda está viva em minha cabeça. A senhora amarela,totalmente amarela, morrendo, se esvaindo e nós em sua volta impotentes. Filhos, marido, amigos, só podiasm chorar e lamentar a morte nossa inimiga mais cruel.
Pensei em minha filha que se foi, pensei em minha filha que voltou pensei em minha mãe, pensei em muitas, muitas pessoas queridas e sobretudo pensei na finitude de nossa vida.
Quando saimos do hospital, no carro indo para casa Sintia e eu conversavamos que provavelmente ela ainda viveria mais alguns dias embora estivesse claro que a morte estava ao lado dela pronta para leva-la.
É incrivel como achamos que vamos driblar a morte e por mais que seja impossível para nós fazer algo assim, sempre pensamos que vamos conseguir. Não queremos nos distanciar para sempre de nossos queridos, não queremos que eles partam por mais que essa partida signifique descanso como no caso de minha vizinha. Tentamos de todas as formas adiar essa situação, ainda que seja apenas por mais um dia, porque quando esse dia chegar tentaremos adia-lo por mais um dia.
Por mais lugar comum que seja (e sei que é) a hora de amar é agora. A hora de sermos felizes com nossos queridos é neste momento, a hora de dizermos o quanto os amamos é imediatamente e picuinhas, falta de amor, tristezas, mágoas, devem ficar para fora de nossa vida.
"Deus, transforma meu coração, muda minha forma de ser e me faça alguém que ame as pessoas com sinceridade, compaixão e toda força do meu coração. Me renova senhor, me faça ama-lo mais e assim amar as pessoas a minha volta, quero amar todos os dias como se fosse o último, me ajude, Senhor".
Aqui a magnifica interpretação do Pr Wintley Phipss para o poema "Go Down, Death"
É isso.
Ouvindo BTC Choir
Uma senhora de 59 anos, outrora vaidosa, dona de si, estava totalmente entubada, colocando suas fezes pelo nariz (via um tubo, claro) e clamando por sua mãe (ainda viva). Sintia, ficou alguns minutos, poism mais do que isso não era possível e nem permitido. Lhe fez carinho, falou com ela e segurou o seu choro. Eu, apenas fui a uma sala de espera e folheei revistas sem nada ler e muito menos entender.
A imagem ainda está viva em minha cabeça. A senhora amarela,totalmente amarela, morrendo, se esvaindo e nós em sua volta impotentes. Filhos, marido, amigos, só podiasm chorar e lamentar a morte nossa inimiga mais cruel.
Pensei em minha filha que se foi, pensei em minha filha que voltou pensei em minha mãe, pensei em muitas, muitas pessoas queridas e sobretudo pensei na finitude de nossa vida.
Quando saimos do hospital, no carro indo para casa Sintia e eu conversavamos que provavelmente ela ainda viveria mais alguns dias embora estivesse claro que a morte estava ao lado dela pronta para leva-la.
É incrivel como achamos que vamos driblar a morte e por mais que seja impossível para nós fazer algo assim, sempre pensamos que vamos conseguir. Não queremos nos distanciar para sempre de nossos queridos, não queremos que eles partam por mais que essa partida signifique descanso como no caso de minha vizinha. Tentamos de todas as formas adiar essa situação, ainda que seja apenas por mais um dia, porque quando esse dia chegar tentaremos adia-lo por mais um dia.
Por mais lugar comum que seja (e sei que é) a hora de amar é agora. A hora de sermos felizes com nossos queridos é neste momento, a hora de dizermos o quanto os amamos é imediatamente e picuinhas, falta de amor, tristezas, mágoas, devem ficar para fora de nossa vida.
"Deus, transforma meu coração, muda minha forma de ser e me faça alguém que ame as pessoas com sinceridade, compaixão e toda força do meu coração. Me renova senhor, me faça ama-lo mais e assim amar as pessoas a minha volta, quero amar todos os dias como se fosse o último, me ajude, Senhor".
Aqui a magnifica interpretação do Pr Wintley Phipss para o poema "Go Down, Death"
É isso.
Ouvindo BTC Choir
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