Não da pra viver sem confiar (ao menos para mim)
Não, não sou o ingênuo do Universo. Certamente passo longe disso. E também achei que não escreveria sobre o que vou falar agora, mas quando algo fica me incomodando preciso falar.
Minha profissão é extremamente desinteressante. Corretores de imóveis não salvam o mundo, não curam doenças, não fazem algo necessáriamente relevante. Ainda sim, amo minha profissão.
Claro que muito tem muito narcisismo imbutido nesse amor. Não é uma profissão fácil. Convencer uma pessoa a comprar o imóvel x na localização y não é pra qualquer um. Podem os derrotados da profissão gritar que quem compra é o cliente e não nós que vendemos. Se isso fosse verdade não ganhariamos o que ganhamos pra intermediar uma venda, pagariam R$1.000,00 pra meninas bonitas demonstrarem apto decorados e pronto.
Gosto da profissão porque me proporciona conhecer gente interessante, argumentar, ser persuasivo, ganhar, em fim. Eu gosto de ganhar, eu gosto de convencer pessoas (desde que eu queira) enfim pode não ser relevante, mas é extremamente divertida essa minha profissão.
Mas... (por que tudo tem que ter um "mas" não é mesmo?) existe um lado que exaure as pessoas de bem: Os pilantras da profissão. E ELES NÃO SÃO POUCOS.
Fui a poucos dias roubado por uma corretora que desde já não citarei o nome, não por medo, mas porque meu blog não se contamina com nomes como a da referida.
Já fui roubado outras vezes, algumas fiquei sabendo, outras não, mas nesse caso o que me incomodou é ter sido roubado por tão pouco (coisa de R$ 3.500,00)e digo pouco sem arrogância, mas porque acho que se era pra me roubar que roubasse uma comissão grande de verdade. Mas enfim, além de pouco o pior da história é que a pessoa sabia ser detentora de minha confiança.
Já defendi publicamente essa pessoa, já me aliei a ela em revindicações de plantão, já disse a outras pessoas admirar como em pouco tempo ela havia se tornado boa corretora, enfim, uma pessoa que gozava de minha consideração.
Consideração é uma palavra cara para mim. Tão cara que dinheiro não compra. Tão cara que me faz perder dinheiro as vezes para ser justo, leal ao outro e em certa medida bondoso. Não me incomodo em dividir comissão com quem trabalha e éssa é minha regra, não o torto código de ética da profissão. Se você trabalha meu cliente, merece receber.
Fui roubado, detalhes são desnecessários aqui, mas o mais importante é que descobri que não sei iver julgando as pessoas pela mesma medida. Cada pessoa é única e não vou achar que todos são ladrões amantes do dinheiro acima das relações então continuo a confiar nas pessoas que sde mostrarem dignas de confiança. Se me trairem, deixo de confiar.
Esse dinheiro não mudará o panorama geral da minha vida embora é claro fosse muito bem vindo, afinal dinheiro é dinheiro e compra coisas bacanas pra mim e pra quem gosto.
Tenho familia pago pensão a uma filha que gosta de coisas bacanas e eu gosto de dar coisas bacanas a ela, mas sigo minha vida de cabeça erguida.
Já fiz coisas erradas? claro que sim, não sou santo e nem tenho a idéia louca de que serei nessa vida, mas na minha profissão posso me orgulhar de minha conduta, posso cumprimentar a todos olhando nos olhos.
Isso me faz feliz, me faz ser uma pessoa melhor e pretendo continuar a sim, melhorando e confiando nas pessoas.
É isso
Ouvindo: O extraordinário (acho que já usei essa expressão aqui) "Impossível Dizer", de Alessandra Samadello
Minha profissão é extremamente desinteressante. Corretores de imóveis não salvam o mundo, não curam doenças, não fazem algo necessáriamente relevante. Ainda sim, amo minha profissão.
Claro que muito tem muito narcisismo imbutido nesse amor. Não é uma profissão fácil. Convencer uma pessoa a comprar o imóvel x na localização y não é pra qualquer um. Podem os derrotados da profissão gritar que quem compra é o cliente e não nós que vendemos. Se isso fosse verdade não ganhariamos o que ganhamos pra intermediar uma venda, pagariam R$1.000,00 pra meninas bonitas demonstrarem apto decorados e pronto.
Gosto da profissão porque me proporciona conhecer gente interessante, argumentar, ser persuasivo, ganhar, em fim. Eu gosto de ganhar, eu gosto de convencer pessoas (desde que eu queira) enfim pode não ser relevante, mas é extremamente divertida essa minha profissão.
Mas... (por que tudo tem que ter um "mas" não é mesmo?) existe um lado que exaure as pessoas de bem: Os pilantras da profissão. E ELES NÃO SÃO POUCOS.
Fui a poucos dias roubado por uma corretora que desde já não citarei o nome, não por medo, mas porque meu blog não se contamina com nomes como a da referida.
Já fui roubado outras vezes, algumas fiquei sabendo, outras não, mas nesse caso o que me incomodou é ter sido roubado por tão pouco (coisa de R$ 3.500,00)e digo pouco sem arrogância, mas porque acho que se era pra me roubar que roubasse uma comissão grande de verdade. Mas enfim, além de pouco o pior da história é que a pessoa sabia ser detentora de minha confiança.
Já defendi publicamente essa pessoa, já me aliei a ela em revindicações de plantão, já disse a outras pessoas admirar como em pouco tempo ela havia se tornado boa corretora, enfim, uma pessoa que gozava de minha consideração.
Consideração é uma palavra cara para mim. Tão cara que dinheiro não compra. Tão cara que me faz perder dinheiro as vezes para ser justo, leal ao outro e em certa medida bondoso. Não me incomodo em dividir comissão com quem trabalha e éssa é minha regra, não o torto código de ética da profissão. Se você trabalha meu cliente, merece receber.
Fui roubado, detalhes são desnecessários aqui, mas o mais importante é que descobri que não sei iver julgando as pessoas pela mesma medida. Cada pessoa é única e não vou achar que todos são ladrões amantes do dinheiro acima das relações então continuo a confiar nas pessoas que sde mostrarem dignas de confiança. Se me trairem, deixo de confiar.
Esse dinheiro não mudará o panorama geral da minha vida embora é claro fosse muito bem vindo, afinal dinheiro é dinheiro e compra coisas bacanas pra mim e pra quem gosto.
Tenho familia pago pensão a uma filha que gosta de coisas bacanas e eu gosto de dar coisas bacanas a ela, mas sigo minha vida de cabeça erguida.
Já fiz coisas erradas? claro que sim, não sou santo e nem tenho a idéia louca de que serei nessa vida, mas na minha profissão posso me orgulhar de minha conduta, posso cumprimentar a todos olhando nos olhos.
Isso me faz feliz, me faz ser uma pessoa melhor e pretendo continuar a sim, melhorando e confiando nas pessoas.
É isso
Ouvindo: O extraordinário (acho que já usei essa expressão aqui) "Impossível Dizer", de Alessandra Samadello
Comentários