Rafinha Bastos e as polemicas vazias

É fácil ser "celebridade" no Brasil. Ser amado pela massa de ignorantes que assola o nosso País, ser tão iletrado como quase todos são em nossas plagas. Fazer música ruim ajuda. Ser um ator ridiculo ajuda também, atarraxar um sorriso besta no rosto e dizer platitudes na T.V é caminho certo para se tornar alguém famoso.

Essas "celebridades" no entanto via de regra sentem-se acima do bem e do mal. Não se pode ser arguto em comentários que as envolvam. Falar verdades sobre essas pessoas então é crime.

Humor no Brasil é "A Praça é Nossa" e "Zorra Total" programas que tem como principal caracteristica as mulheres em trajes minimos e em situações que as desvalorizam de forma acachapante. Passou disso é exercício intelectual por mais absurdo que isso possa parecer.

Álias, ser intelectual por aqui é quase um acinte.

Tudo isso é aceitável. Qualquer pessoa tem todo direito de assistir o que melhor lhe aprouver, cultuar as pessoas que acharem que vale a pena, dar seu dinheiro ao primeiro "Tele Pastor" que aparecer com cara de cachaceiro em sua T.V, a isso chamamos de liberdade de expressão e ação.

Agora, as pessoas não tem o direito de execrar alguém apenas porque esta pessoa faz um humor diferente do que elas gostariam que fosse feito. Falo é claro de Rafinha Bastos e seu comentário infeliz (sim, foi um comentário infeliz) sobre Vanessa Camargo e seu filho que virá ao mundo em breve.

Me espanta ver veiculos de comunicação como a revista Veja, (através de sua edição Veja S.P) soltarem matérias em que execram o citado humorista esquecendo-se que a própria Veja e outras publicações do grupo Abril já cometeram erros e tiveram que se retratar em outras oportunidades e ainda sim brigam (com toda razão) pelo total direito de publicar o que bem entenderem.

Eu seguia Danilo Gentili no Twitter. Seus comentários que muitas vezes excedem (os meus) limites, me fizeram parar de segui-lo. Simples assim. Se o comentário de Rafinha sobre Vanessa tivesse me incomodado deixaria de assisti-lo, pois ao contrário de Cuba, não temos apenas a T.V estatal para assistir.

Se "Veja", para ficar no exemplo, começar a publicar matérias que julgo descabidas, cancelo sua assinatura. A vida é simples assim, o que me desagrada, eu posso deletar. Agora, tecer teses ridiculas sobre a falta de graça de Rafinnha por ter mexido com uma artista (?) popular e falar em limites para o humor é no minímo uma piada de mal gosto.

Humoristas perdem o amigo, mas nunca a piada e é assim que tem que ser. O mesmo Rafinha a tempos átras era exemplo de humorista quando fazia suas investidas no Congresso Nacional ridicularizando politicos safados e exemplo de empreendedor ao abrir o excelente Comedians, uma casa para shows de Stand-up Comedy, virou o bobo da corte, o idiota, o sem noção por causa de uma piada infeliz?

A piada é infeliz porque foi infeliz mas ganha uma dimensão muito maior por ter sido direcionada para quem foi. Se Marcos sei lá o que, o marido de Vanessa é sócio de Ronaldo, grande bosta! isso o torna melhor que alguém? Ronaldo por acaso é o Picas do Universo por ser Ronaldo?

Vamos acordar para a vida! A Bandeirantes fez uma tremenda besteira ao suspender Rafinha! O que esse canal acha que ganha com essa censura ao seu humorista? O respeito do público? Parece apenas um canal puxa saco de Ronaldo e seus asseclas!

Rafinha deveria ter pedido desculpas por seu exagero em rede nacional e tudo bem, a vida segue. Execra-lo por uma piada infeliz é abrir um precedente perigoso e inutil que diz que qualquer pessoa pode impor seu limite de aceitação ao que se diz ao seu respeito. E na verdade, sim, qualquer pessoa pode impor o seu limite, mas apenas a si mesma, nunca a um coletivo, pois eu por exemplo me sinto orfão das piadas de Rafinha na Segunda a noite e espero que a produtora do programa, retire seu produto da Bandeirantes levando-o a um canal que respeite a liberdade de expressão real que cada humorista, jornalista, radialista, enfim, que as pessoas que comunicam nesse País de forma séria ou divertida merecem ter.

É isso.

Ouvindo: The Carpenters

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