Adele. Ou o triunfo da voz sobre a pirotecnia

Você pode gostar de Luan Santana. Cada um gosta do que quer. Pode achar Wanessa Camargo uma cantora de reputada categoria. Vai ver a sua onda é gostar de algo com mais "Brasilidade" e você a outra Wanessa, a da Mata. Pode ainda gostar de algo mais digamos, "engajado" e curtir o som da Negra Li, ela mesmas engajada em ser uma cantora ruim de dar dó.

Mesmo gostando de todas essas bobagens e nem vou citar sertanejos, funk e quetais, ouça Adele. De uma chance para uma cantora de verdade. Uma cantora que se emociona como que canta, que tem uma verdade absolutamente transparente, que não faz regime pra ter a barriga mais sarda do universo (ela é beem gordinha e linda da forma que é).

Adele vendeu 3.500.000 cópias de seu cd durante este ano. Esse número importa menos do que a qualidade do trabalho em si, mas importa demais quando analisamos que lá como aqui qualquer bosta tem mais chance de dar certo do que cantoras realmente talentosas.

Adele resgata a tradição de cantoras emocionais, que vivem suas músicas, não é em absoluto um robozinho de gravadora que se veste como mandam os "pesonals stylists" nem fala em entrevistas platitudes que todos querem ouvir. Adele é ela mesma, uma Kelly Osbourne com talento, muito talento.

Quem gosta de música de verdade se sente revigorado ao ouvir suas canções, sente que talvez a arte de interpretar canções com graça, estilo e competência ainda tenha salvação.

Adele não é um modismo é atitude e singeleza misturados na mesma pessoa. Cativante!



É isso.

Ouvindo: Adele

Comentários

Anônimo disse…
é chata Davizinho rsrsrs... Para de falar da (da Mata)rsrsrs...

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