Eu dentro de mim bem amarrado

Uma piada americana diz que se 100 advogados forem acorrentados e jogados no fundo do mar isso é nada mais que um bom começo.

Uma piada made by me diz que eu acorrentado e jogado ao fundo do mar é um começo excelente. Humor auto depreciativo em plena quinta feira chuvosa? Bom, eu não estou rindo agora, podem ter certeza.

Uma leitura desatante deste blog (mas por que, em nome de Deus, alguém prestaria atenção nisso aqui?) pode sugerir que sofro de bipolaridade em algum nível. Não, não sofro. A grande merda da minha vida é essa extrema consciência de quem eu sou e do meu lugar no mundo.

Sim, eu tenho lutar contra isso no sentido de ser uma pessoa melhor. Mas ser uma pessoa melhor a vista de quem? Eu simplesmente não me encaixo no que as pessoas entendem por normalidade de vida. Não sei olhar comportamentos que me causam repulsa e achar bacana e até mesmo endossar tais atitudes só pra ficar bacaninha ante as pessoas.

O errado sou eu e eu bem sei disso, porque na vida e deveria sim ser politico nas relações interpessoais (uia!) teria que abrir mão de pensamentos e atos desnecessários aos outros, eu n não teria que ficar marcando posição sobre tudo o que eu penso porque o que eu penso raramente vai interessar a alguém que não se chame Davi Miranda Rocha.

Quem quer saber o que eu penso? O que interessa pra quem quer que seja meu posicionamento sobre qualquer assunto que seja? Mesmo porque minhas idéias muitas vezes, na maioria delas são tão vazias no conteúdo que não deveriam ser proferidas.

Umas cinco pessoas se dignam a entrar nesse blog todos os dias. Olham o conteúdo, acham tosco (com razão), não se dignam a comentar, a menos que seja para me espicaçar (bem feito!) e uma ou outra escreve algum elogio provavelmente por estar fora do seu juízo normal.

Eu as vezes tenho a ilusão que posso realizar muitas coisas. Não posso. Tenho preguiça de tentar e quando tenho animo minhas ações são sempre equivocadas. Sou uma espécie de Diego Mainardi sem o talento do original, ou melhor sem talento algum. Se eu conseguisse me amarrar dentro de mim mesmo e me jogar num canto escuro, pouparia as pessoas de minha presença.

Eu poderia também cortar a minha lingua pura e simplesmente e esse exercício de auto mutilação não obstante a dor fisica que me causaria, traria qualidade de vida imediata pois me impediria de falar. Se eu cortasse também minhas mãos fora, não teria como digitar e minha presença no cyber espaço cessaria o que me evitaria mais alguns aborrecimentos e evitaria também que eu causasse aborrecimentos a outros.

Não vou conseguir obviamente me amarrar em mim mesmo e muito menos vou conseguir me acorrentar e jogar no mar. Quanto a cortar alguma parte do meu corpo num exercício de auto mutilação... hahahahahaha!!! então, só me resta contunar chateando as pessoas com textos sem nexo como esse.

É isso

Ouvindo: Newsboys

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