A razão do escrever

Escrever aqui é antes de mais nada um ato egoísta eu confesso. Existem ainda componentes de narcisismo, de insegurança, de deboche enfim, uma série de sentimentos se misturam quando abro tela que me permite digitar as minhas toscas palavras. Não escrevo pra ninguém achar lindo, mas é claro que torço pra que todos achem. Não escrevo para salva a humanidade com meus limitados conhecimentos, mas adoro desfila-los por aqui. Não to nem ai para o que acham sobre meus escritos, mas se pegam muito pesado nos coments, eu tenho vontade de gritar de raiva ( e as vezes efetivamente grito!). Escrever é algo que me liberta antes de mais nada. E ai, de verdade, não me interessa se eu escrevo bem ou não, se tenho estilo se a prosa flui fácil pra quem lê, antes de mais nada a cada palavra que surge na ninha tela o que eu sinto é uma intensa libertação. é a forma de dizer o que eu gostaria de verbalizar e não posso porque ninguém obviamente vai se dispor a ouvir por que o tempo das pessoas é sagrado demais. Uma lida mais atenta revela é claro que meus textos são cheios de auto ironia e referências literárias que são minhas referências. O resultado na maioria das vezes é ridículo pois uma coisa é eu ter meus mestres na escrita, outra coisa bem diferente é eu querer ainda que vagamente fazer um texto fazer com o que eu escrevo fique parecido com eles. Nunca serei como um Diogo Mainardi, um mestre da auto ironia e da auto referência, mas acho que tentar ser parecido é um bom começo. Meus textos quase sempre são confusos, pra não dizer caóticos, no que isso pode ter de pior, mas eles me fazer de alguma forma enxergar o que vai dentro de mim de forma clara e cristalina e podem proporcionar isso a quem lê também desde que a pessoas queira chegar a esse resultado. Sou um escritor frustrado, isso é um fato. Mas as mal traçadas linhas que produzo me fazem viajar dentro de mim mesmo e no fundo é isso que eu preciso. Embora alguns comentários me machuquem como eu disse, não são os comentários em si, o que me magoa é escrever "x" e ser entendido como "y". Sei bem que as pessoas não tem obrigação de acompanhar minha linha de raciocínio, mas as vezes me acho tão claro e recebo um feedback tão ao contrário do que eu penso que me frustro demais. Escrever as vezes pode ser dolorido por me mostrar que sou contraditório, que sou muito pior do que eu idealizo a mim mesmo porque um texto, ao menos da forma que eu o produzo, no segundo paragrafo já fugiu de mim e ganhou vida própria. Não posso conduzi-lo por mim mesmo ele se conduz e me usa como um ralo para escoar e cair de forma minimamente ordenada dentro deste blog. Outras vezes é deboche puro e debochar de pessoas ou de fatos é muito mais difícil do que se parece pois a uma linha tênue entre o deboche e a inveja e se tem um sentimento que não cultivo é o da inveja mas ao escrever sobre algumas pessoas ou certos fatos que fazem com que essas pessoas se coloquem em posição vexatória, é claro que vai parecer inveja por mais que não se trate disso. Escrever, enfim pode ser um exercício de dor e exposição, mas não sei mais viver sem ele. É isso. Ouvindo: Leonardo Gonçalves

Comentários

RPG Cristão disse…
É bom ouvir alguém falar assim desta profissão. Estou prestes a me tornar, ou não, um corretor pela Abyara e o que tenho lido me deixou muito confuso. Mas ainda me resta uma dúvida: Sou cristão ativo em minha igreja, Diácono, professor de escola dominical e para completar filho de pastor. Bom eis aqui meu dilema. Como você concilia os plantões com as atividades da igreja? Não gostaria que minha nova profissão me afastasse de Deus.

Postagens mais visitadas