Santos 100 anos

Nilton Batata pegou a bola na intermediária e tocou para João Paulo, o "papinha da vila", este devolveu para Batata que passou por dois defensores dos Gambás (acho que fica claro a que time me refiro quando uso o termo "Gambás") entortou o terceiro e já na entrada da área cruzou para o Papinha que mansamente matou no peito, tirou um tal de Zenon, que fazia sei lá o que dentro da área já que ele era um meia atacante pra dançar, e tocou na saída do goleiro dos Gambás. Um golaço.

Foi assim, vendo este gol, entendendo o que éra o futebol, aos 7 anos de idade que me tornei Santista. Nunca cogitei mudar de time, porque nesta vida você muda de mulher, muda de posições politicas e muda até de sexo se quiser, mas de time é imoral mudar.

Fui feliz com o Santos mesmo que só me recorde de títulos relevantes deste time na minha adolescência e títulos realmente relevantes só na idade adulta, mas e dai? Era uma criança sofredora no quesito futebol, mas sofrer por um time me ensinou a ser perseverante a entender que muito mais gostosa é a fruição de algo que vem com suor e principalmente me ensinou que futebol é só futebol. Ano após ano da minha infância o Santos perdia e eu entendia um pouco maius que o mundo continuava a girar as pessoas continuavam a respirar e os jogadores, tirante honrosas quebras de regra, não estavam nem ai desde que recebessem.

Meu primeiro grande jogador para admirar foi o Papinha da Vila, João Paulo. Passei a sentir uma raiva surda dele quando ele foi para os Gambás, mas já passou. Depois vieram Sérginho Chulapa, o grande e incomparável Rodolfo Rodrigues, que para mim é o maior goleiro que o Santos já teve, esse cara me fez chorar na sequência épica de defesas contra o América de Rio Preto que você confere aqui:



Depois, veio outro goleiro, o grande Sérgio, que de apenas esforçado se transformou em uma muralha por alguns anos embaixo dos paus de nossa meta.

Ai passaram-se os anos e veio então... ... O messias Giovanni. Esse era inesquecível. Esse era simplesmente o grande artista do meio campo. Depois dele, ninguém mais envergou com tanto brilho essa camisa 10 e claro Pelé não conta porque Pelé é Pelé.

Robinho, Diego, agora Neymar, Ganso, os meninos da Vila mais famosa do mundo só nos dão alegrias, nos deram mais uma libertadores, nos deram 3 Brasileirões e ainda que o Santos perca sem parar apartir de amanhã torcer pelo Santos é um privilégio que poucos podem ter!

Parabéns, Santos Futebol Clube, mais famoso time de futebol do mundo em todos os tempos!!! O Leão do Mar que enche de orgulho sua torcida fiel e composta por gente de bem, ao contrário da masa carcerária que torce para um certo alvinegro que com seu uniforme homenageia Walt Disney e sua criação os Irmãos Metralha!



É isso.

Ouvindo: Paulo Miklos interpretando o grande Hino do Santos FC. (hino não oficial mas o mais conhecido)

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