Sobrou para os Porteiros

E na bandalheira vergonhosa que é a copa do mundo no Brasil, sobrou para os porteiros. O povo Brazuca é bovino, mandado, bobo da corte entre outras características pouco lisongeiras, ok, mas precisa sobrar para a nobre classe de trabalhadores da qual os porteiros fazem parte?

Os senadores brasileiros, exemplo que honestidade que são, se recusaram a receber Jerome Valcke, responsável principal interlocutor da Fifa junto ao governo Brasileiro, para uma audiência pública pelo fato de Valcke ter ditos umas bobagens a umas semanas atrás. Disseram que não iam tratar com o "Porteiro" da fifa, trazendo a vergonha a tão trabalhadora classe.

Porteiros são os primeiros a chegar e nunca saem pois quando um sai o outro que o substitui já está lá. Organizam correspondência, controlam quem entra e quem sai dos prédios que trabalham entre tantos outros afazeres, ao contrario dos senadores brasileiros que nada fazem e dos mafiosos da Fifa que roubam descaradamente o dinheiro sei lá de quem.

A copa no Brasil é uma desgraça anunciada, vai ser um antro de roubo, desvio de dinheiro, uma vergonha nacional enfim, vai enriquecer ainda mais os poderosos e nada de bom trará a população como um todo.

A Fifa faz exigências descabidas o governo Brasileiro aceita, ela exige mais, nos fingimos falar grosso e aceitamos ainda mais, isso quando não oferecemos benesses descabidas em troca do percentual que enriquecerá a quem oferece.

Não temos condições de fazer uma copa do mundo. Crianças morrem de desnutrição ainda no Brasil, velhos morrem nos seus hospitais públicos, transporte público é uma piada, tudo é uma piada no Brasil, infra estrutura é um termo de ficção em nosso País e isso não será resolvido até a copa.

Poucos enriquecerão a custa do trabalho de muitos, como sempre. Não há o que fazer quando se vive em uma nação de bovinos como o nosso, mas ao menos, senadores, deixem quem trabalha em paz. Comparar o mafioso Jerome Valcke ou qualquer outro assecla de Joseph Blatter a um porteiro, é um escárnio desnecessário.

É isso.

Ouvindo: Leonardo Gonçalves

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