Se eu fosse um vídeo clipe (ou me despindo de toda falsa modéstia)
Eu me acho um cara muito, muito diferenciado. Como poucos que conheço!!! Pronto, falei! Falsa modéstia não é comigo. Olho para o mundo como o personagem do quadro o grito, de Edward Munch, e já começa me irritar saber que a maioria das pessoas não tem ideia de quem seja nem o autor e muito menos a obra de arte. A ignorância de um mundo que cultua bestialidades como Michel Teló, 50cents, Andy Warrol e suas ridículas latas de sopa campbels elevadas ao status de arte.
Me desespero com um mundo que se deixa governar por gente tão cretina como a curriola do PT, como Barack Obama, um cara que se elegeu apenas por ser negro, mas um negro vazio de ideias que governa apenas pensando na reeleição. E a Europa então? Até ontem os arrogantes europeus eram governados por babacas como Berlusconi, Sarkozy, que a única coisa que tinha de bom era a delicia da Carla Bruni,Angela Merkel, que com sua cara de Bulldog leva a Alemanhã a um caminho sem volta que combina sim o crescimento econômico o que é um feito sem dúvida, com uma política interna que lembra a antiga Alemanha que não gosta de estrangeiros e se acha melhor outra nação.
Em qualquer área que se olhe, o mundo esta infestado de idiotas, de pessoas que fizeram com que minha geração possa ser considerada a geração da falta de cultura, onde o livre pensamento não é estimulado, muito pelo contrário, onde somos bombardeados por uma mídia em sua quase totalidade subserviente aos poderosos de plantão por programas de TV que deseducam e transforam as pessoas em pouco mais que zumbis repetidores de comportamentos auto destrutivos que ensinarão seus filhos e netos a replicarem esses comportamentos cretinos.
Agora temos o Facebook como agente condutor de toda a ignorância reinante no mundo. Antes a ignominia humana ficava restrita a seu detentor mas agora com um click o mundo pode saber o que um imbecil na Malásia pensa, e compartilhar e curtir suas sandices.
A vida que escolhemos viver como sociedade é medíocre e vazia. Não existe mais debate saudável de ideias. Pensar diferente é "ser do contra" e eu com orgulho sou "do contra". Até a publicidade que sempre se pretendeu vanguarda, propondo novas formas de ver o mundo, de pensar enfim, vive uma crise de criatividade que faz com que as campanhas publicitárias sejam em sua grande maioria meras peças descritivas de produtos pensados por uma industria que abdicou também ela do direito a inovação.
Claro ainda existem ilhas onde podemos os poucos pensantes que ainda existem no mundo nos refugiar. Ainda existem artistas que não abrem mão de fazer aquilo que sua profissão lhes pede: Arte. Ainda existem publicitários que tentam ser criativos, políticos que tentam legislar em prol da população, mas o fato é que vivemos em um mundo em que os maus parecem triunfar sobre os bons dia a dia com velocidade cada vez maior.
E a apatia dominante não indica que esse quadro vai mudar, isso é que é o pior e mais triste de tudo isso. Mas como sou um otimista incorrigível, ao me deparar com este clip do Sean Lennon, um artista que amo, me vi dentro dele, como um exercício de metalinguagem.
Dirigido por Spike Jonge de "Adaptação", "Quero ser John Malkovich" entre outros grandes filmes, "Home", o vídeo clipe em questão é uma brisa no universo de besterias e nonsense que graça no cenário musical e não musical em que vivemos, então, se eu fosse um vídeo clipe, certamente seria Home.
É isso.
Comentários