Prometheus, de Ridley Scott
Prometheus para lá do trocadilho infame, é um bom filme mas que cumpre bem menos do que promete. Não porque tenha um roteiro capenga, ele é até bem construído e os atores embora sejam todos eclipsados pelo excepcional Michael Fassbender de longe a melhor coisa do filme do qual falarei mais tarde.
é importante dar uma palinha sobre o Título do filme: Prometeu na Mitologia Grega foi o criador da humanidade, mas ai, cometeu a besteira de roubar o fogo e presentea-lo aos humanos fato que deixou Zeus irado e o fez amarra-lo não lembro muito bem aonde para que uma águia todo dia comesse seu fígado e a noite ele se regenerasse para que no otro dia ela o comesse de novo e assim sucessivamente. Dá pra dizer que Zeus no mínimo tinha um grande, um imenso senso de humor não?
Voltando ao filme, um grupo de exploradores embarca na nave que dá título ao filme em busca de um planeta onde supostamente encontrarão os criadores da humanidade. Claro que tudo da errado e não da pra contar mais do filme sem entrega-lo aqui.
Michael Fassbender é um androide que controla a nave e tomado por algum impulso humano (que ele não deveria ter) manipula as situações na nave desencadeando uma série de fatos que gerarão outros fatos sempre convergindo para o pior, mas a capacidade de Fassbender de se fazer crível como androide sem cair na caricatura é assustadora! Ele se afirma de vez como um dos melhores atores de sua geração e num elenco que tem uma Charlize Theron preguiçosa e inoperante e outro punhado de atores apenas ok, ele deita e rola.
Sobre o tema do filme, que é exatamente quem nos criou e principalmente por que é que ele não consegue entregar o que promete... Como responder essa questão, a luz da ciência? Da fé? O filme não se decide nem por uma linha nem por outra e ao deixar essas pontas fundamentais em aberto simplesmente deixa o expectador sem um norte, jogado a suas próprias conclusões, mas não oferecer respostas nesse caso e nem mesmo indícios dela, te faz perguntar lá pelas tantas o que você está fazendo numa sala de cinema com um filme que não te diz nada...
Os efeitos, ainda mais em 3D são acachapantemente incríveis ainda mais porque Scott que não é um cineasta adepto do quanto mais alto melhor os usa com parcimônia.
Enfim, encarado como diversão leve, uma sessão da tarde assistida a noite, é um filme que funciona bem, se você tentar leva-lo para o lado da filosofia, vai ficar com raiva de ter ido ao cinema. Vá, assista e se encante com Michael Fassbender e de quebra descubra a origem do Alien que povoa a obra prima homônima de Ridley Scott.
É isso.
Ouvindo? Alessandra Samadello
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