Facebook, ou a arte de ser bacaninha quando não se é!

Como quase toda ferramenta de relacionamentos via internet o Facebook perdeu sua razão de ser. Perdeu porque virou um fim em si mesmo, virou um exercício de narcisismo exarcebado onde as pessoas precisam mostram o quanto são legais, divertidas, e podem surpreender com "pensamentos" altamente elaborados. É cretino que muitas vezes as pessoas "esqueçam" de forma singela de citar a fonte de seus pensamentos. Mas muito mais cretino é o que se faz com pensadores genuínos (não me refiro aqui ao popstar da ignorância Pedro Bial e quetais), mas a pessoas que tem uma reputação literária como por exemplo Clarice Lispector, Florbela Espanca, entre outros nomes que tem algo a contribuir, mas são jogados na vala de cretinice porque pessoas desinformadas acreditam que escreveram pensamentos idiotas que jamais sairiam de suas cabeças privilegiadas, mas são creditadas a eles. Até ai vai lá, vamos debitar na conta da ignorância das pessoas, já que ter um Facebook não torna ninguém mais inteligente, apenas faz com elas postem coisas tão estúpidas quanto elas mesmo são, mas o que irrita mesmo são as pessoas que conhecemos de perto e sabemos como são colocarem pensamentos ditos "corretos" numa tentativa de 'lustrar" sua imagem perante os outros. Será que essas pessoas não entendem que isso NÃO FUNCIONA e só faz a passar vergonha? Será que é difícil compreender que o que a gente faz é o que conta? E ainda não inventaram tecnologia que possibilite fazer coisas de forma efetiva no mundo cibernético? Quando palavras vão contra ações, só resta pensar que a pessoa é louca ou maluca e que mesmo palavras sinônimas como as usadas agora podem ter significado "diferentes" se bem utilizadas. Ora, falar coisas bonitas, ou melhor colar coisas bonitas em nosso mural não nos torna bonitos e é um dos motivos que eu posto apenas o que me é real e me emociona, ou me faz rir. Ser o que não se é de fato é um exercício excruciante e tentar ser melhor do que se é mais cansativo ainda. O Facebook poderia ser utilizado para mostrar quem somos de fato, e para termos apenas "amigos" em nossa lista, mas não, as pessoas competem para ver quem tem mais amizades e realmente se sentem bem em ter 1.000, 2.000 pessoas na lista. O que justifica isso? Só se você for uma pessoa notória e tem "fans" o que é bem diferente de ter um "amigo" isso me parece óbvio. Twitter, Facebbok, o finado (adoro!!!! essa palavra, "finado") Orkut, entre outras redes, para que elas servem de verdade? Não é a toa que a rede mais sincera que existe é uma rede focada em pornográfia, o SexLog, onde pessoas se mostram sendo magras, gordas, bacanas ou não, querendo a mesma coisa de forma transparente sem meias verdades ou verdades aumentadas. Muito triste é um mundo onde pessoas Hedonistas e amantes do sexo sem compromisso e desenfreado conseguem ser mais sinceras e ter mais compromisso com a realidade do que a maioria das pessoas que usam as redes ditas "normais". É isso Ouvindo? Originais do Samba

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