Música é tudo o que importa
Se eu to feliz ela está comigo. Se eu to triste ela está comigo também. Ela me conforta, me ampara, me deixa motivado, me deixa alerta, me faz viajar, me faz ser alguém melhor que eu sou realmente muitas vezes.
Ela é a minha companheira praticamente inseparável e um dos poucos amores reais em minha vida. As músicas que eu gosto me são mais importante do que 99% da humanidade por mais triste que essa afirmação possa ser. Eu posso ouvir milhões de vezes as mesmas canções e me sentir tocado, me sentir inteiro, vivo.
Talvez isso venha de algum tipo raro de autismo que eu possa ter sem saber. Li certa vez que existem alguns tipos de autismo em que o portador se conecta com a sociedade através de algum estímulo artístico, como a pintura, a literatura e até mesmo a música, então, vai saber e, se for isso, tudo bem, não me importo.
Eu só queria poder entende-la em sua plenitude porque sou todo emoção quando falo de música. Não sei ler partitura, não sou compositor, minha voz é ridiculamente ruim e não toco instrumento algum, mas tenho um ouvido privilegiadíssimo, sem falsa modéstia, escuto uma música e consigo entender perfeitamente o que acontece com uma canção do início ao fim. A música é minha fascinação, minha vida, minha história é pontuada por ela e sempre vai ser. Sem ela, eu não existo.
Eu preciso dela pra respirar, eu preciso dela pra tocar a mi e a outras pessoas. Confesso que sou ignorante, sou burro mesmo na maioria do tempo, mas a minha vida se aflora, se transforma quando ela entra em cena.
Minha vida precisa disso, minha vida precisa dessa pulsação diária que a música me traz, dessa alimentação do meu espirito, da minha alma. Música na verdade, para mim, é tudo o que me importa.
É isso.
Ouvindo: Leonardo Gonçalves e Daniela Araújo
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