Não sou um escoteiro
Não sou e nunca serei um escoteiro. Sou um profissional de vendas. Vou para o arrebento, entro na dividida pra sair com a bola ou com a canela do adversário, ou com ambos. Vendas pra mim não é brincadeira é quase uma religião. Ou eu vendo ou eu espano o cliente pra casa do chapéu. Sou um Pit Bull e me orgulho demais disso.
A corretagem foi atingida pelo politicamente correto. Como toda sociedade alias. Não que eu me paute pelo politicamente incorreto, mas a vivemos a ditadura da chatice, do ser obrigado a ser amigo de todos, ou pior, fingir que se é. Não sei fazer isso e não tenho estomago pra aprender, então, temos aqui um complicador.
Estou saindo da imobiliária que trabalhei por quase 10 anos e tanto amo. É, amo. Em uma área onde declarações como essas não são muito comuns admito que amo trabalhar na FM e me sinto muito chateado em ter que sair. A vida é assim, as vezes a gente precisa dar guinadas inesperadas, ou dar um passo pra trás para depois dar alguns pra frente. Não, não deixo muito amigos, talvez um ou dois, mas deixo bons momentos, deixo situações engraçadas, curiosas, situações que foram vividas de forma plena e me fizeram feliz.
Já sai uma vez, por três meses e não foi muito bom na verdade. Fui para uma imobiliária que estava iniciando e que por ironia pode ser meu próximo destino. Posso me dar mal de novo, mas tenho competência e maturidade suficiente pra achar que tenho tudo para me dar bem, muito bem.
Não vou ficar detalhando os motivos que me levaram a sair da empresa, mas infelizmente é isso que preciso fazer e não ser escoteiro, não ser o menino bonzinho da turma, aquele que leva maça pra professora me faz ter que buscar meu espaço, meu caminho.
Já vivi na corretagem o suficiente pra saber que não existe ninguém que não possa ser trocado e que pessoas por mais competentes que sejam no nosso meio logo são esquecidas, então vou dar minha volta por cima, vou correr atrás do que eu acho que tenho que correr e o tempo dirá se estou certo ou não.
Se eu estiver errado, não terei vergonha em admitir, já que a vida é assim, a gente erra e acerta e não tenho problema algum em errar, admitir meu erro pedir desculpas e eventualmente me recolocar na posição que estava.
Vamos ver no que vai dar isso tudo.
É isso.
Ouvindo: Agridoce
Comentários