O mundo ficou mais burro. Ontem morreu Gore Vidal

Já vivemos nas trevas da ignorância e da apatia cultural. Ser burro é ser chique e ter o mínimo de cultura te faz ser visto como esnobe, metido ou sei lá o que mais. O mundo tem carência de pensadores, de ativistas sérios que lutem pela cultura. O mundo está uma bomba mesmo e ontem ficou ainda pior com a morte de Gore Vidal. Vidal não fará falta apenas pelas obras fantásticas que escreveu como "A Cidade e o Pilar" "Williaw" talvez o melhor romance de guerra de todos os tempos, e pelas tantas colaborações em teatro e cinema, mas sobretudo pela forma cristalina de expor seus pensamentos, de provocar a sociedade, de desafiar o "status quo", de não ter medo de ser quem era enfim. Gore Vidal talvez seja o maior escritor que a língua Inglesa já tenha tido e seus livros não tratavam de bobagens como as de Sidney Sheldon, Harrold Robins e outros tontos do fast food literário que é a literatura Americana, onde escritores medíocres como os citados são alçados ao posto de estrelas da escrita escrevendo sempre os mesmo romances com a mesma estrutura narrativa cansativa apenas trocando nomes e lugares. Gore Vidal tinha fluência, cadência e uma escrita que te prendia de forma irremediável até a conclusão da leitura de sua obra. Tentou ser deputado por duas vezes mas o povo ignorante não o elegeu. Homossexual declarado, não era panfletário, mas defendia seu direito de exercer sua opção sexual come elegância e caso fosse necessário com firmeza, mas sempre com argumentos imbatíveis e uma energia quase sobre humana. O mundo fica mais burro, eu fico mais triste. É isso. Ouvindo: Boys 2Man

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