Escrever eu escrevo, mas...

Se você me encomendar um texto seja para que finalidade for eu escrevo. Posso escrever a declaração de valores de uma empresa desde que passe algum tempo vivendo o clima de tal organização. Posso escrever uma carta de amor, como um Cyrano moderno. Posso escrever um obituário, posso escrever uma letra de música, posso escrever, posso escrever, posso escrever... Seja qual for a finalidade do texto, eu vou escrever de uma forma que você ira gostar, ira achar elegante, com estilo, vai comunicar a ideia proposta com clareza, terá uma dose de humor, enfim, algo agradável de se ler. Mas a grande verdade é que meus textos são uma fraude. Não copio de ninguém é claro, eu mesmo os escrevo mas são uma fraude... São de chorar de ruim porque são escritos pra agradar. Escrever não é isso. Não posso jamais produzir um texto para agradar alguém ou a algumas pessoas. Um texto tem que surgir de forma livre, sincera, orgânica, sem querer agradar e se possível desagradando, tirando da zona de conforto, o que foge disso é assessoria de imprensa barata. Não dá pra agradar as pessoas e fazer arte e eu sou tão pretensioso que não quero apenas escrever, quero fazer arte mesmo que seja em um blog que ninguém lê. Quero que meus texto me orgulhem, não me façam querer enfiar a cabeça na terra. Escrever pra mim é coisa muito séria, vai além do que apenas tentar comunicar o que sinto no momento que escrevo é quase tão importante quanto respirar. As palavras para mim tem um peso absurdamente importante além de ser lindo um texto bem escrito. Queria saber escrever. Não como esses assessores de imprensa travestidos de escritores mas como meus ídolos Gore Vidal, Jorge Luís Borges (o Jorge Amado que vá de retro), Lígia Fagundes Telles e mais alguns poucos. Nunca serei como eles e isso é triste, muito triste. É isso Ouvindo: Cindy morgan

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