Fim de caso
É besteira, no mundo corporativo, achar-se acima do bem e do mal. Não importa sua área de atuação. Ninguém e insubstituível e ninguém está acima do bem e do mal. Se falamos de uma empresa de vendas então, você vale o que você vende, nem um níquel a mais. Não estou me lamuriando, sei bem as regras do jogo, mas meu ego do tamanho de dois planetas Terras sempre me fez achar que por algum motivo não muito claro em minha pequena mente confusa, eu me achasse tão especial que fosse acima do bem e do mal. Não sou.
O mais irônico é que em um mundo absolutamente sem lealdade a imobiliárias, a plantões, a pessoas enfim, eu sempre gostei de trabalhar na imobiliária que me acolheu nos últimos 10 anos. Tive uma breve saída de 4 meses para outra que estava iniciando que só serviu para me fazer ver o quanto eu gostava de trabalhar onde aprendi tudo o que sei nesta área. é triste ter que sair mas é uma lógica implacável essa que nos cerca e que diz que se eu sair amanhã outro "Miranda" vai tomar o meu lugar em questão de dias ou mesmo horas.
Não vou e nem posso ficar chorando, me lamentando pelo ocorrido. A vida é dinâmica e cobra um preço muito alto pela apatia e falta de funcionalidade. Tenho que trabalhar, tenho que me virar, correr atrás do meu sustento, então preciso decidir rápido o que farei em minha vida.
Fica a tristeza mas a certeza de que fiz o melhor que pude nesses quase 10 anos e um desejo de boa sorte a mim mesmo no que quer que eu faça futuramente.
É isso.
Ouvindo: J. Cash
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