Glória Perez, Salve o rocambole do Jorge!


Glória Perez para variar não escreve uma novela, Escreve um rocambole. Sua trama é tão sem sentido e vazia que não é preciso assistir para ter piedade dos atores obrigados a representar personagens tão sem noção escritos por esta senhora.

Em uma mistura de Turquia, Espanha e Brasil, seus personagens perambulam para lá e para cá sem um destino certo. Vovô Silvio deve estar gargalhando mais que o habitual com o personagem ridículo que Glória escreveu para seu neto, mas nem isso é distinção pois todos os personagens são patéticos e sem sentido.

Pelo pouco que vejo zapeando nos intervalos ( e acredite a novela é tão ruim, as tão ruim que apenas zapeando alguns minutos por noite você consegue ficar por dentro da sua ruindade e se divertir) Morena, a personagem central que foi para a Espanha, salvo engano e voltou para o rio traficando drogas e voltou novamente para a Espanha pois não teve boca para ir a uma delegacia e pedir ajuda séria, aceitando chantagens baratas de pistoleiros toscos, que mais parecem jagunços idiotas, ainda vai sofrer um bocado, mas a atriz sempre dirá nas entrevistas que o personagem foi "um presente" de Glória para ela. Claro que foi um presente de grego ou daqueles que se compram em sex shop com 21 cmts e indicação para penetrações pouco ortodoxas, mas enfim, presente é presente ela deve pensar e o agarrou (hummmm!) com unhas dentes, bocas e orifícios.

É incrível a capacidade dos autores brasileiros em se superarem na arre de fazer novelas umas piores que outras. Parece um padrão estabelecido. Se for boa, destoa, ta fora. Talvez isso derive do formato, pois escrever um capítulo por dia por 8 meses deve mesmo ser estressante. House, pra ficar em uma excelente série tinha um capitulo por semana em no máximo seis meses ao ano de exibição o que dava tempo para os roteiristas escreverem diálogos espetaculares e aprofundar histórias em pouco menos de uma hora a um ponto que Glória e seus comparsas escritores não conseguem no turno diário.

Não vou aliviar para ela, porque  ela é paga e muito bem paga para entregar um produto minimamente prestável e só entrega lixo, mas seus empregadores também tem culpa por colocar no ar sem mandar reescrever nada do que sai daquela cabeça confusa e sem direção.

Glória, salve esse rocambole chamado Salve Jorge. Mate Morena. Façs dela uma mártir na luta contra o tráfico de mulheres. Mate também o personagem de Flávia Alessandra mas apenas porque ela é uma péssima atriz que não merece atuar nem em montagens amadoras, no máximo pode atuar como poste em alguma montagem hermética do tolo Gerald Thomas que só ele entenderá mas todos os puxa sacos do Universo dirão ser uma obra prima conceitual.

Aproveite e mate também o personagem do namorado dela que agora não me recordo o nome. Um fraco que não consegue segurar o facho de Morena quieto num canto  não merece viver. Mate também a personagem de Claúdia Raia. Ela poderia se enfrentar em um duelo de floretes com a personagem de Totia Meireles. É, um duelo de floretes. Por que não? Voc/~e já fez coisas muito mais absurdas mesmo, não é uma luta de floretes que vai assustar seu público que é tão tosco quanto você.

Mate o persongem de Dira Paes. Uma mãe apática e sem brilho. Mate a fofoqueira personagem de Neuza Borges. Mate enfim, todos os personagens e convide Andrea Bocelli o ceguinho otário para cantar no funeral coletivo que poderia ser a última cena desta obra de horror chamada Salve Jorge.

É isso.

Ouvindo: Lobão

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